Resposta direta
Medir duas fontes para o mesmo indicador exige fixar antes a definição do indicador: fórmula, população, unidade, janela e horário de corte. Depois, parear os registros por uma chave comum e separar três grupos: só na fonte A, só na fonte B e registros presentes nas duas com valor diferente. A divergência deve ser medida em valor absoluto e em participação sobre o total, com verificação manual de uma amostra. O resultado é um mapa de diferenças, não a escolha automática da fonte correta. A fonte de registro precisa ser definida por critério e registrada.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: A página trata a comparação como medição: fixa unidade, janela e pareamento antes de olhar o resultado, em vez de explicar a origem da divergência.
O que cada fonte chama de indicador
Antes de comparar valores, é preciso escrever o que cada fonte chama de indicador. A definição operacional inclui fórmula, população incluída, unidade de contagem, janela de tempo e horário de corte. Duas fontes podem usar o mesmo nome para populações diferentes.
Também é preciso nomear o responsável por cada extração e a data em que o dado foi gerado. Sem esse registro, a comparação vira discussão sobre qual relatório é mais confiável, sem que se saiba o que cada um mede.
A comparação registro a registro
O pareamento usa uma chave comum aos dois conjuntos. O resultado deve ser dividido em três grupos: registros só na primeira fonte, só na segunda e registros iguais na chave com valor diferente. Cada grupo precisa de contagem e valor total.
Totais agregados escondem compensações. Uma entrada faltante em uma fonte pode ser anulada por uma duplicidade na outra. A medição fica mais útil quando a diferença é apresentada por grupo e por unidade de negócio, com uma amostra conferida à mão.
O que a medição não decide
Encontrar e medir a diferença não revela qual fonte está correta. As duas podem estar erradas, cada uma por um motivo distinto. A medição também não corrige a causa nem substitui a definição de um dono para o indicador.
Em indicadores de baixa materialidade ou usados para decisões diferentes, a reconciliação pode custar mais do que o erro. Também não se aplica quando não existe chave comum: nesse caso, o primeiro problema é de identificação, não de comparação.
Recurso prático
Roteiro para medir duas fontes do mesmo indicador
- Escreva a definição operacional do indicador: fórmula, população, unidade, janela e horário de corte. Registre quem responde por cada fonte.
- Pareie os registros pela chave comum. Separe o que existe só na fonte A, só na fonte B e o que existe nas duas com valor diferente. Preserve a contagem e o valor total de cada grupo.
- Meça a divergência em valor absoluto e em participação sobre o total. Confira à mão uma amostra de cada grupo antes de atribuir a diferença a erro de sistema.
O erro mais comum é começar pelos totais. Dois erros de sentido oposto se anulam no total e desaparecem da medição.
Conceitos usados nesta página
- Indicador — Indicador é uma medida com definição, dono, periodicidade e referência de comparação — sem isso, é apenas um número.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: indicador · fonte de registro · chave de pareamento · janela de corte · divergência por registro. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Integrações, sistemas e qualidade de dados — Página central do tema
- Números que não batem: por que a divergência… — planilhas divergentes
- Sincronização entre sistemas: o que decidir a… — sistemas desconectados
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