Resposta direta
Mede-se fonte única por indicador pela origem, pela responsabilidade e pelo caminho do dado, não pela coincidência entre relatórios. Para cada indicador, a verificação identifica qual sistema registra o fato, quais apenas leem esse registro e quais recalculam por conta própria. O registro inclui a área que responde pelo valor e o critério de decisão quando dois números aparecem. A medida prática é o tempo que a divergência leva para reaparecer após uma correção: se o mesmo ajuste precisa ser repetido em mais de um lugar, a fonte ainda não é única.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Mede fonte única pelo retrabalho de correção e pela origem do dado, em vez de checar se os números batem no dia da conferência.
Números iguais não significam a mesma origem
Dois relatórios podem apresentar o mesmo total por caminhos independentes. A coincidência se mantém até a primeira correção feita à mão em um dos lados. Medir fonte única é verificar de onde o número vem, não se ele confere no momento da conferência.
A verificação começa pela origem: qual sistema registra o fato, qual apenas lê esse registro e qual reconstrói o número por conta própria. Cada ponto que reconstrói é um candidato a divergência futura, mesmo que hoje esteja certo.
O que precisa ficar registrado para cada indicador
Vale registrar três itens por indicador: o sistema de origem, a área que responde pelo valor e o caminho entre um e outro. Sem esse registro, a discussão volta a ser sobre qual planilha está certa, e a decisão passa a depender de quem reclamou mais alto.
A medida ganha força quando inclui o que fazer na divergência. Definir antes quem decide evita que cada ocorrência vire uma negociação nova. Com o tempo, o histórico mostra se o mesmo indicador volta a divergir e por qual motivo.
O que a fonte única não resolve
Fonte única organiza a origem do número. Não corrige indicador mal definido, nem processo que muda de regra sem aviso. Nesses casos, o dado único apenas concentra a mesma confusão em um só lugar.
Também não elimina a conferência. O que muda é o escopo: confere-se a regra e a entrada do dado, não a soma de várias bases. Há operações em que a conferência periódica continua sendo o controle principal, e isso é aceitável quando está explícito.
Recurso prático
O que medir e o que indica fonte única
| O que medir | Sinal de que existe fonte única |
|---|---|
| Origem do número | Um sistema registra o fato; os demais leem esse registro ou fazem referência a ele. |
| Responsável pela correção | Uma área decide qual é o valor certo quando dois números aparecem, e essa definição está registrada. |
| Caminho da correção até o indicador | Existe um ponto único de ajuste; corrigir o dado não exige repetir o mesmo ajuste em outras bases. |
O erro comum é concluir que há fonte única porque os relatórios coincidem hoje. Coincidência se mantém até a primeira correção manual e não prova dependência entre as bases.
Conceitos usados nesta página
- Indicador — Indicador é uma medida com definição, dono, periodicidade e referência de comparação — sem isso, é apenas um número.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: fonte única · indicador · origem do dado · responsável pelo dado · reincidência da divergência. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Integrações, sistemas e qualidade de dados — Página central do tema
- Números que não batem: por que a divergência… — planilhas divergentes
- Sincronização entre sistemas: o que decidir a… — sistemas desconectados
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