Resposta direta
A contratação só se sustenta quando uma das fontes é declarada oficial para cada indicador, com a outra assumindo papel de conferência. A definição precisa estar no contrato, não na conversa de implantação: qual sistema responde pelo número, qual regra resolve divergência, quem corrige o dado na origem e qual prazo de ajuste é aceito. Sem essa ordem, as duas fontes passam a competir e cada área escolhe a que confirma sua leitura. Ter duas fontes tem custo recorrente de conciliação; ele se paga apenas quando a conferência evita erro com impacto material.
- Objetivo
- Orientar avaliação e contratação
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a redundância de fontes como decisão contratual, com fonte oficial e regra de desempate, em vez de tratá-la como problema técnico de integração.
Quando a segunda fonte se justifica
Duas fontes fazem sentido quando o erro do indicador tem impacto material e não pode ser percebido dentro de um único sistema. Vale quando existe contraparte externa que mede o mesmo fato por conta própria, como um parceiro, um órgão regulador ou uma regra contratual de remuneração variável. Nesses casos, a segunda medição é conferência, não alternativa.
Fora disso, duas fontes tendem a duplicar custo de conciliação sem mudar decisão. Se as duas leem o mesmo banco, com a mesma regra e o mesmo responsável, a segunda não acrescenta verificação. A pergunta útil não é se existe outra fonte, e sim qual erro ela mostraria que a atual não mostra.
Quem responde pelo número final
Contratar duas fontes exige escolher uma delas como referência para cada indicador. A escolha precisa indicar granularidade, periodicidade e momento de fechamento. Sem isso, cada área usa a fonte que confirma sua leitura e a discussão vira negociação de versão, não de dado.
O contrato precisa registrar o que cabe a cada fornecedor: qual universo de registros entra, com que frequência o dado é entregue, em quanto tempo uma correção na origem é feita e quem executa a conciliação. O que fica fora do contrato volta como divergência recorrente em reunião de resultado, sem responsável definido.
O limite da fonte oficial
Definir a fonte oficial organiza a decisão, mas não corrige o dado na origem. Se o cadastro tem duplicidade ou o lançamento é digitado errado, as duas fontes reproduzem o mesmo defeito. A regra de desempate apenas decide qual número entra no relatório; ela não estabelece qual está correto.
Quando a divergência vem da definição do indicador, e não da fonte, contrato nenhum resolve: o critério precisa ser fechado antes. Também não se aplica a indicadores cujo erro não gera consequência prática. Nesses casos, manter duas fontes cria custo de conciliação sem contrapartida, e é razoável escolher uma e encerrar o assunto.
Recurso prático
Pontos que precisam estar escritos antes da assinatura
| Ponto de decisão | O que precisa estar escrito |
|---|---|
| Fonte oficial | Qual fornecedor responde pelo número final de cada indicador, em qual granularidade e com que periodicidade a entrega é fechada. |
| Divergência | Quanto de diferença é aceito entre as fontes, quem decide quando esse limite é ultrapassado e em quanto tempo a origem é corrigida. |
| Conferência | Com que frequência a comparação é feita, quem executa, onde o resultado fica registrado e como o desvio vira ação com dono. |
O erro mais comum é contratar a segunda fonte para resolver a divergência e deixá-la sem dono: ninguém responde pelo número final e a conciliação recai sobre quem apenas consome o dado.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: fonte oficial por indicador · regra de desempate · conciliação entre fontes · cláusula de qualidade de dados · responsável pela correção na origem. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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