Resposta direta
Fonte única se define por indicador, não por sistema. Para cada indicador há uma combinação que passa a ser a oficial: base de origem, regra de cálculo, data de corte e responsável por mantê-la. As demais saídas deixam de ser fonte e passam a ser conferência. O trabalho é registrar essa decisão, ajustar os relatórios que apontavam para a versão antiga e definir o que acontece quando a diferença aparece depois da virada. Sem isso, a discussão sobre integração volta toda semana, sempre com os mesmos dois números na mesa.
- Objetivo
- Orientar implementação
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a escolha da fonte como decisão de responsabilidade e aposentadoria das saídas concorrentes, não como trabalho de integração.
A escolha começa pela regra de cálculo
Antes de decidir qual sistema é a fonte, vale descrever o que cada um faz para chegar ao número. Dois relatórios podem usar a mesma base e divergir por filtro de período, tratamento de cancelamento ou forma de arredondamento. Nesse caso não existe integração a fazer: existe regra a padronizar.
Indicador por indicador, o registro precisa conter base de origem, regra de cálculo, data de corte e nome de quem responde. Sem esse registro, a fonte oficial vira a tela que o diretor abriu por último.
O que fazer com as saídas que perdem a disputa
Relatórios que deixam de ser fonte não são apagados de imediato. Passam a conferência, com uso declarado: servem para detectar diferença, não para decidir. Isso mantém a área que perdeu a eleição dentro do processo, com função clara.
A troca precisa de data e de comunicação. Parte da operação continuará consultando o relatório antigo por hábito, e o custo de corrigir isso é menor antes da virada do que depois, quando dois números circulam em reuniões diferentes.
O que fonte única não resolve
Definir a fonte oficial não corrige a captura na ponta. Se a informação nasce errada no atendimento ou no cadastro, o indicador passa a ser único e continua errado. Qualidade de dado é trabalho separado, feito antes da consolidação.
Também não serve para indicadores cuja natureza é comparar visões, como previsão contra realizado. Nesses casos a divergência é o conteúdo, e forçar uma fonte só apaga a informação. O mesmo vale quando duas áreas respondem por recortes distintos: aí são dois indicadores, com nomes diferentes, e não um indicador com duas fontes.
Recurso prático
Eleição da fonte oficial de cada indicador
- Listar os indicadores em disputa e, para cada um, as saídas que hoje o apresentam, com a área e o relatório de origem.
- Registrar para o indicador escolhido a base de origem, a regra de cálculo, a data de corte e o nome de quem responde por ele.
- Marcar as demais saídas como conferência, com a data a partir da qual deixam de ser referência.
- Definir quem decide quando a diferença entre a fonte oficial e a conferência passa de um limite acordado.
O erro comum é eleger a fonte pelo relatório que a diretoria já vê, sem conferir a regra de cálculo por trás dele. A tela vira oficial e o número continua errado.
Conceitos usados nesta página
- Responsável nomeado — Responsável nomeado é a pessoa identificada — não a área — que responde por um número, processo ou entrega.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: fonte oficial · regra de cálculo · data de corte · dono do indicador · relatório de conferência. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Integrações, sistemas e qualidade de dados — Página central do tema
- APIs e integração: o que perguntar antes de c… — sistema sem integração
- Dados desatualizados: o que precisa estar em dia — dados desatualizados
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