Resposta direta
Não existe fonte única por decreto. A escolha sai de três testes: qual sistema registra o fato no momento em que ele acontece; qual deles precisa do número para operar; e qual tem dono definido para corrigir erro. Quando o mesmo indicador serve a duas áreas, a fonte de registro tende a vencer a de relatório, porque corrigir na origem mantém histórico e responsabilidade. Se nenhum sistema registra o fato, o indicador é derivado e precisa de regra escrita, não de escolha de tela. O critério é comparar alternativas pelo custo de manter a coerência, não pela facilidade de extrair o número.
- Objetivo
- Comparar alternativas
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Compara os arranjos de fonte autoritativa por indicador e mostra o que cada um não resolve.
Registro, derivação e relatório
Toda fonte de indicador cai em uma de três situações. Ela registra o fato no momento em que ele ocorre. Ela deriva o número de outro dado já registrado. Ou ela apenas relata o que outro sistema guardou. A distinção parece óbvia, mas na prática a planilha que chega à diretoria costuma ser tratada como fonte, quando só reproduz.
O critério de comparação é o custo de manter a coerência. Uma fonte de registro corrige o erro uma vez e propaga. Uma fonte de relatório exige correção repetida e cria versões paralelas. Comparar alternativas por esse custo desloca a discussão de qual tela mostra o número mais bonito para onde o erro precisa ser corrigido.
Três arranjos possíveis e o que cada um exige
O primeiro arranjo é apontar um sistema existente como fonte e ajustar os demais para consumir dele. Funciona quando um dos sistemas registra o fato e a área depende dele para operar. Exige que as outras áreas aceitem perder autonomia sobre o número.
O segundo é manter uma camada de consolidação: os sistemas seguem registrando e a camada aplica regra única antes de emitir o valor oficial. Custa mais em manutenção e exige cada regra escrita. O terceiro é o dicionário de indicadores, que não move dado: fixa definição, fonte e responsável. Ele não corrige números divergentes, apenas decide qual deles vale como referência.
O que a fonte única não resolve
Escolher a fonte não melhora a qualidade do dado registrado. Se o cadastro entra errado, o indicador oficial herda o erro com mais autoridade. O mesmo vale para o atraso: definir a fonte não faz o lançamento chegar na data combinada.
Também não resolve indicador sem consenso de definição. Se duas áreas medem coisas diferentes com o mesmo nome, a fonte única formaliza a divergência em vez de encerrá-la. A decisão sobre o que o indicador significa é anterior e não é técnica.
Recurso prático
Roteiro para decidir a fonte de um indicador
- Liste o indicador e todas as fontes que hoje produzem o número, com o nome do sistema e quem extrai.
- Classifique cada fonte em uma de três situações: registra o fato, deriva de outro dado ou apenas relata.
- Verifique se a área que opera o processo depende daquele sistema para trabalhar. Dependência operacional costuma indicar onde o erro precisa ser corrigido.
- Confirme quem responde pelo dado: dono do cadastro, dono do processo ou controladoria. Sem nome associado, a fonte única não se sustenta.
- Escolha por indicador, não por sistema. O mesmo sistema pode ser fonte de um número e apenas relatório de outro.
- Registre a decisão no dicionário de indicadores com definição, fonte, regra de derivação e responsável.
- Defina o que acontece na divergência: quem é acionado e por qual evidência a correção é conferida.
O erro mais comum é escolher a fonte pela tela mais fácil de extrair, não pelo sistema que registra o fato. Isso transfere a correção para o relatório e cria retrabalho recorrente.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: sistema de registro · camada de consolidação · regra de derivação · dicionário de indicadores · responsável pelo dado. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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