Resposta direta
A capacidade real aparece no histórico de entregas, não na soma de horas disponíveis. O diagnóstico começa por três contas: quanto trabalho entra por ciclo, quanto sai, e quanto tempo cada tipo de item consome. Sem previsão de demanda, a alternativa é trabalhar com faixas e com o registro do que foi recusado ou adiado. Isso mostra o limite prático da operação e as filas que ela cria. A capacidade é uma média com variação, não um número fixo. Prometer prazo a partir de horas nominais costuma errar para mais, porque ignora espera, retrabalho e interrupção.
- Objetivo
- Diagnosticar
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a falta de previsão de demanda como condição permanente do dimensionamento, e não como problema a resolver antes de medir
O ponto de partida é o histórico de entregas
O diagnóstico de capacidade parte do que já foi entregue: quais itens, de que tipo, com que esforço e em quanto tempo. Sem esse registro, o que sobra é a lembrança de quem está dentro da operação, que tende a se apoiar nos casos recentes e nos mais difíceis.
A leitura fica mais estável quando o trabalho é agrupado em poucos tipos com esforço semelhante. Muitos tipos reduzem a amostra de cada um, e a média passa a esconder diferenças que importam para o dimensionamento.
Sem previsão, o limite aparece na fila e no que ficou de fora
Quando a demanda chega sem previsão, a capacidade não é um número, e sim uma faixa: o que a operação entrega por ciclo em condições usuais e o que ela entrega quando interrupções e retrabalho aumentam. A distância entre as duas pontas é a reserva que o processo precisa para não quebrar.
O registro do que foi recusado, adiado ou entregue fora do prazo vale mais que a estimativa de esforço. Sem ele, a demanda represada desaparece do cálculo e a capacidade aparente fica maior do que a real.
O que esse diagnóstico não decide
O diagnóstico mostra capacidade e fila. Não define prioridade, não prevê demanda e não elimina a variação de esforço entre itens parecidos. Prioridade é decisão de quem responde pelo resultado, com critério explícito e registro do que foi preterido.
Também não se aplica quando o trabalho é de fato único e não se repete em tipos comparáveis, ou quando não há nenhum registro de entrada e de saída. Nesses casos, o que se obtém é um retrato do momento, não a capacidade da operação.
Recurso prático
Sinais de capacidade e o que costumam indicar
| Sinal observado | O que costuma indicar |
|---|---|
| Fila cresce no fim do ciclo | entrada maior que a saída; a capacidade já foi consumida antes do prazo combinado |
| Item reaberto depois de marcado como entregue | retrabalho embutido que não aparece no planejado e consome capacidade do ciclo seguinte |
| Volume de itens marcados como urgentes | prioridade definida fora do processo; o planejado perde espaço sem registro da troca |
| Tempo de espera maior que tempo de execução | o gargalo está na dependência de outra área ou na fila, não no esforço do time |
| Nenhum registro do que ficou de fora | a capacidade é estimada pela ocupação aparente, sem a demanda represada no cálculo |
O erro mais comum é medir capacidade pela ocupação do time. Time ocupado indica que a capacidade está sendo consumida, não quanto dela sobra para o que ainda vai chegar.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: capacidade instalada · composição da demanda · variação de esforço · demanda recusada · trabalho em andamento. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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