Resposta direta
Previsão de capacidade de entrega se faz com três dados que a operação já gera: o tamanho da fila, o tempo médio gasto por tipo de demanda e a variação desse tempo entre tipos. A previsão é uma faixa, não um número isolado: apresenta o mínimo que tende a sair e o máximo que tende a sair, com o intervalo assumido. Sem registro de tempo por tipo de demanda, a previsão vira opinião do gestor mais ocupado e muda a cada semana. A implementação começa pela medição, não pelo compromisso de prazo.
- Objetivo
- Orientar implementação
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Traz o cálculo da faixa de capacidade por tipo de demanda e explica em que condições a previsão não orienta decisão.
O que o registro precisa conter
Previsão de capacidade depende de histórico mínimo. São três registros: a fila, com data de entrada e tipo de demanda; a conclusão, com data de saída e tipo; e o tempo gasto por demanda, medido dentro do mesmo tipo de trabalho. Sem o tipo de demanda, a média mistura trabalhos de durações diferentes e o número perde utilidade.
O registro não precisa ser detalhado. Precisa ser consistente: a mesma definição de tipo vale para fila, conclusão e tempo. Em operações com muitas exceções, o tipo reúne o que se repete e uma categoria única recebe o que não se repete, sem tentar classificar cada caso isolado.
Da medição até a faixa
Com o histórico, a conta é feita por tipo de demanda. Para cada tipo, calcula-se o tempo médio e a variação observada. A capacidade do período é a soma do que cada tipo absorve dentro das horas disponíveis. O resultado é uma faixa: o limite inferior usa o tempo médio somado à variação, o superior usa o tempo médio isolado.
A previsão vale para o horizonte medido. Se o histórico cobre três meses, a previsão descreve um mês típico desses três meses, não o trimestre seguinte. Quem responde pela fila mantém o registro; quem responde pela entrega lê a faixa. Quando os dois papéis se confundem, o número costuma ser ajustado para caber no compromisso já assumido.
O que a faixa não cobre
A previsão descreve o que tende a sair, não cria capacidade. Ela não resolve conflito de prioridade: se duas áreas disputam a mesma equipe, o número mostra o custo da disputa, não decide qual demanda vence. Também não cobre trabalho novo, sem histórico de duração.
Em operações com demanda irregular e pouca repetição, o tempo médio diz pouco e a faixa fica larga demais para orientar decisão. Nesse caso, o esforço de prever pode superar o benefício. O critério é simples: se o tipo de demanda se repete com frequência e duração parecida, a previsão ajuda; se cada demanda é única, o acompanhamento de fila cumpre o papel sem estimativa.
Recurso prático
Faixa de capacidade por período
Capacidade = (Horas disponíveis × Fator de trabalho efetivo) ÷ Tempo médio por tipo de demanda Períodos para zerar a fila = Fila em aberto ÷ Capacidade Faixa = resultado com o tempo médio e resultado com o tempo médio somado à variação observada
- Horas disponíveis
- horas
- Soma das horas de trabalho previstas para o período, já sem férias e afastamentos conhecidos.
- Fator de trabalho efetivo
- fração
- Parcela da jornada gasta em demandas previsíveis, medida no registro; o restante fica em interrupção, suporte e imprevisto.
- Tempo médio por tipo de demanda
- horas
- Horas registradas divididas pelas demandas concluídas do mesmo tipo.
- Fila em aberto
- demandas
- Demandas aceitas e não concluídas no início do período, contadas por tipo.
O ponto mais ignorado é o fator de trabalho efetivo. Prever com a jornada inteira disponível, sem descontar interrupção, suporte e imprevisto, é o que faz a previsão errar para cima de forma sistemática.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: fila de demandas · tempo médio por tipo de demanda · variação de esforço · fator de trabalho efetivo · horizonte medido. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Processos, retrabalho e produtividade — Página central do tema
- Entrada incompleta: como medir o retrabalho q… — retrabalho por informação incompleta na entrada
- Informação incompleta na entrada: onde o retr… — retrabalho por informação incompleta na entrada
Páginas relacionadas
O mesmo problema em outro objetivo
- Capacidade de entrega: como comparar formas de prever — Comparar alternativas
- Capacidade de entrega: o que medir antes de prometer prazo — Explicar medição
- Previsão de capacidade: o que exigir antes de contratar — Orientar avaliação e contratação
Outras leituras em Processos, retrabalho e produtividade
- Capacidade de entrega sem previsão: o que medir primeiro — O que compõe a capacidade de entrega quando não há previsão de demanda, e quais medidas substituem a estimativa por percepção.
- Capacidade ignorada no planejamento: qual alternativa adotar — Compara quatro formas de tratar a capacidade da equipe no planejamento, com o cálculo de comprometimento e os limites de cada uma.
- Capacidade ignorada no planejamento: como ajustar a conta — O que entra na conta de capacidade da equipe, como o dado entra no ciclo de planejamento e o que ele não resolve.
- Pedido de automação: o que investigar antes de decidir — O que verificar em um pedido de automação antes de decidir: tarefa, regra, responsável e dado de entrada.
- Documentação duplicada em dois lugares: qual versão manter — Comparação de versões da mesma documentação de processo por dono, frequência de atualização, acesso na execução e custo de retrabalho pela versão errada.
