Resposta direta
A revisão feita por quem executou se mede pela comparação entre dois pontos de detecção: o defeito que a própria pessoa encontra antes da entrega e o defeito que aparece depois, na etapa seguinte. A conta é direta — itens corrigidos na autorrevisão divididos pelo total de defeitos encontrados nos dois pontos. O número sozinho não diz se a revisão é forte ou se a execução é fraca; ele só ganha sentido junto do volume entregue e das horas de retrabalho geradas pelo que escapou. Sem esse par de referências, a taxa vira elogio ou suspeita, não medição.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a autorrevisão como um ponto de detecção comparável à etapa seguinte, em vez de avaliá-la como etapa de qualidade isolada.
Dois pontos de detecção, não um
A medição começa por marcar onde cada defeito foi encontrado. Um item corrigido antes da entrega foi pego pela autorrevisão; o mesmo tipo de erro que volta na conferência seguinte passou por ela. Sem separar os dois pontos, tudo se soma num bloco único de erros e a revisão própria deixa de ser avaliável.
Esse registro depende de quem recebe a entrega relatar a devolução, com motivo e item. Quando a etapa seguinte corrige em silêncio, o defeito desaparece da contagem e a autorrevisão parece melhor do que é. A responsabilidade de registrar o retorno é da etapa que recebe, não de quem executou.
Registro no momento da correção
A correção precisa ser anotada quando acontece. Reconstruir os números no fim do mês transforma a medição em memória, e a memória erra para o lado favorável. Um campo a mais na própria tarefa, com o motivo da correção, custa pouco e evita a contagem retroativa.
Critério importa mais que volume. Se cada pessoa classifica o que é erro de forma diferente, a taxa mede estilo, não captura. Vale fixar uma lista curta de defeitos que contam e tratar o resto como ajuste de forma, fora da conta.
O que a taxa de captura não explica
A medição não aponta causa. Uma taxa baixa pode vir de pressa no fim do lote, de regra mal escrita ou de tarefa acima da capacidade de quem executa, e o número não distingue os três. Também não serve para trabalho sem repetição: em tarefa única, não há base para comparar autorrevisão com etapa seguinte.
Ela também não substitui a decisão sobre quem deve revisar. Há operações em que a autorrevisão não pega certos erros, porque exigem olhar de fora do processo. Nesses casos, medir a captura própria só confirma o que já se sabe; o ganho está em deslocar a revisão para outra pessoa ou para outro momento, e isso é decisão de responsabilidade, não de indicador.
Recurso prático
Taxa de captura da autorrevisão
TCP = D1 ÷ (D1 + D2)
- D1
- itens por período
- itens corrigidos na autorrevisão antes da entrega
- D2
- itens por período
- itens corrigidos ou devolvidos na etapa seguinte, depois da entrega
- H
- horas por item
- tempo médio de retrabalho por item devolvido
- V
- itens por período
- volume entregue no mesmo período
O erro comum é ler taxa alta como sinal de revisão forte. A mesma taxa aparece quando a execução gera muito erro e a autorrevisão conserta quase tudo. A leitura só separa os dois casos quando D2 e o retrabalho por volume, dado por (D2 × H) ÷ V, entram na mesma conta. E D1 só é confiável se a correção for registrada no momento em que acontece, não reconstruída no fechamento do mês.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: autorrevisão · ponto de detecção · defeito que escapa · horas de retrabalho · volume entregue. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Processos, retrabalho e produtividade — Página central do tema
- Dependência de pessoas: como contratar apoio… — dependência de pessoas
- Processo com muitas etapas: como reorganizar… — excesso de etapas
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