Resposta direta
A fonte única de um indicador é o sistema onde o dado nasce, não o relatório em que ele aparece. Definir isso exige três decisões por indicador: qual sistema registra o fato, quem responde pela correção desse registro e qual consulta serve de prova. Sem essa trinca, cada área usa a extração que lhe convém e a divergência volta. O teste é simples: pedir a duas pessoas que busquem o mesmo número e comparar de onde vieram. Se as origens diferem, ainda não existe fonte única — existe coincidência. Integrar antes de decidir isso apenas transporta a dúvida para mais um sistema.
- Objetivo
- Diagnosticar
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a escolha da fonte oficial como decisão por indicador, com prova de origem, e não como projeto de integração.
Onde o número aparece não é onde ele nasce
Um indicador costuma ser lido em um painel, mas o fato que o origina é registrado em outro ponto da operação. Faturamento aparece no relatório gerencial e nasce no sistema que emite a nota. Estoque aparece no painel de compras e nasce na movimentação de entrada e saída. Localizar esse ponto de registro é o primeiro passo do diagnóstico, e ele quase nunca coincide com o lugar onde a discussão acontece.
A conferência prática é pedir que duas pessoas cheguem ao mesmo número por caminhos independentes e anotar de onde cada uma extraiu o valor. Se as extrações partem de tabelas ou relatórios diferentes, a coincidência de resultado não confirma fonte única. Ela apenas indica que, naquele dia, os dois caminhos concordaram.
Quem responde quando dois números existem
Definida a origem, falta atribuir responsabilidade. Cada indicador precisa de uma área que responde pela correção do registro na origem, não pela explicação da diferença depois que ela aparece. Sem esse dono, a correção vira discussão entre áreas e o dado permanece errado por mais um ciclo.
Quando dois sistemas registram o mesmo fato em momentos distintos, um no pedido e outro na entrega, a fonte oficial depende da pergunta que o indicador responde. Isso se decide por escrito, com a regra registrada ao lado da definição do indicador. Regra implícita se perde quando muda quem opera.
O que a fonte única não resolve
Definir a origem de cada indicador não corrige erro de preenchimento, não elimina campo obrigatório em branco e não impede lançamento em duplicidade. Esses problemas nascem antes, no ponto de entrada, e continuam existindo mesmo com a fonte bem definida.
Também não serve quando o número correto depende de conciliação com terceiros, como extrato bancário ou nota de fornecedor. Nesses casos, o valor interno e o valor externo podem divergir de forma legítima por data de corte, e a fonte única não elimina essa diferença. Ela apenas define qual lado prevalece no indicador e qual fica registrado como pendência.
Recurso prático
Cobertura de fonte única por indicador
CFU = (IFP / IT) × 100
- IFP
- indicadores
- indicadores com fonte oficial definida e consulta de origem registrada ao lado da definição
- IT
- indicadores
- total de indicadores monitorados na operação
- CFU
- %
- proporção de indicadores cuja origem está definida e comprovável
O erro mais comum é contar como cobertos os indicadores cuja fonte foi apenas acordada em reunião, sem consulta registrada. Acordo sem consulta não sobrevive à troca de quem opera.
Conceitos usados nesta página
- Responsável nomeado — Responsável nomeado é a pessoa identificada — não a área — que responde por um número, processo ou entrega.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: fonte oficial · dono do indicador · consulta de origem · linhagem do dado · registro de correção. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Integrações, sistemas e qualidade de dados — Página central do tema
- Cadastros duplicados: o que exigir na contrat… — cadastros duplicados
- Dados desatualizados: caminhos para sanear ou… — dados desatualizados
Páginas relacionadas
O mesmo problema em outro objetivo
- Duas fontes para o mesmo indicador: qual delas é oficial — Organizar um processo
- Duas fontes para o mesmo número: qual delas decide — Comparar alternativas
- Fonte única por indicador: como medir se ela existe — Explicar medição
- Dois números para o mesmo indicador: como eleger um só — Orientar implementação
- Fonte única para cada indicador: o que exigir na contratação — Orientar avaliação e contratação
Outras leituras em Integrações, sistemas e qualidade de dados
- Sincronização entre sistemas: o que decidir antes de integrar — Seis decisões obrigatórias antes de construir a integração, incluindo o que fazer quando a sincronização falha.
- Tabela de apoio sem dono: como comparar alternativas — Compara quatro arranjos de responsabilidade para uma tabela de apoio sem dono, com critérios de decisão, correção e reversão.
- Número que ninguém explica: reconstruir a conta até a origem — Rastreamento de um número sem explicação no relatório: filtro aplicado, data de corte, fórmula e responsável por cada etapa do cálculo.
- Duas fontes para o mesmo indicador: qual usar na decisão — Comparação entre duas fontes do mesmo indicador: o que a diferença significa e qual delas passa a sustentar a decisão.
- Número que ninguém explica: trilha da origem ao relatório — Roteiro para tornar cada número do relatório rastreável, da origem ao total, com regra, responsável e horário registrados.
