Resposta direta
Antes de escolher um número, é preciso comparar as duas fontes no mesmo recorte: mesmo período, mesma data de corte e mesma população de registros. Na maior parte dos casos a diferença não é defeito de sistema, e sim de definição — o que cada fonte inclui, exclui ou atualiza em momento distinto. O trabalho é reconstruir essas regras, apontar onde divergem e só então decidir qual fonte passa a valer para a decisão. A outra continua existindo, com uso declarado e limite conhecido.
- Objetivo
- Diagnosticar
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a divergência como disputa de definição e de data de corte a resolver antes de eleger uma fonte oficial, e não como falha de integração a corrigir.
Onde a diferença costuma nascer
Duas fontes raramente discordam por defeito de um dos sistemas. Em geral cada uma responde a uma pergunta diferente com o mesmo nome. Uma conta pedidos feitos, a outra pedidos faturados. Uma considera o dia do lançamento, a outra o dia da aprovação.
O atraso de atualização também produz divergência sem erro nenhum. Se uma fonte é atualizada de hora em hora e a outra de madrugada, os números do dia corrente nunca coincidem, mesmo com definição idêntica. Quem olha só o total trata uma diferença de relógio como diferença de dado.
Apurar antes de eleger um número
A comparação precisa fixar três coisas: período idêntico, mesma data e hora de corte e mesma população de registros. Sem isso a discussão vira disputa entre áreas, cada uma defendendo a tela que conhece melhor.
Depois, reduzir a diferença a casos concretos. Isolar poucos registros que aparecem em uma fonte e não na outra rende mais do que comparar totais. A causa costuma ficar visível nesses exemplos: campo obrigatório em branco, cadastro em duplicidade, carga interrompida sem aviso.
O que essa conferência não resolve
Conferir duas fontes não corrige a origem do problema. Escolhida a fonte oficial, o dado errado continua entrando enquanto a regra de lançamento não mudar. A conferência indica onde intervir, mas não faz a intervenção.
Também não serve para indicadores cuja definição ainda está em disputa entre áreas. Nesse caso comparar sistemas é prematuro: primeiro é preciso fechar o que o indicador mede e quem responde por ele.
Recurso prático
Comparar duas fontes do mesmo indicador
- Escrever o indicador em uma frase: o que mede, em que unidade e em que período.
- Listar, para cada fonte, de onde vem o registro: sistema de origem, quem lança e quando a atualização ocorre.
- Reproduzir as duas leituras no mesmo intervalo e na mesma data e hora de corte.
- Marcar registro a registro onde os conjuntos diferem: o que aparece só em uma fonte, o que aparece nas duas com valor distinto.
- Classificar a causa de cada diferença: definição, atraso de atualização, cadastro em duplicidade ou carga que falhou.
- Definir a fonte oficial do indicador e registrar o que a outra fonte passa a responder.
O erro mais comum é comparar totais de períodos diferentes e concluir que há erro de sistema, quando a diferença vem apenas da data de corte.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: data de corte · regra de cálculo do indicador · fonte oficial do indicador · linhagem do dado · responsável pelo indicador. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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- Sincronização entre sistemas: o que decidir a… — sistemas desconectados
- Falhas silenciosas em integrações: como perce… — falhas silenciosas
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