Resposta direta
Duas fontes para o mesmo indicador só funcionam com uma regra de precedência definida antes do uso. Essa regra indica a fonte oficial por indicador, por finalidade e por período. A segunda fonte serve para conferência, não para substituir a primeira. Cabe definir quem responde por cada fonte e com que frequência as duas são comparadas. A divergência aceitável precisa de faixa e de justificativa registrada. Quando a diferença passa do limite, o dado não circula até ser explicado. O ganho não é ter mais dados, é saber qual deles sustenta a decisão.
- Objetivo
- Orientar implementação
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a escolha entre duas fontes como decisão de precedência e responsabilidade, não como problema técnico de integração.
Qual número vale em cada uso
A primeira decisão não é técnica. É definir qual fonte responde pelo indicador em cada finalidade. Um número pode ser oficial para o fechamento contábil e outro para o acompanhamento diário da operação. O que não pode existir é a mesma finalidade com duas respostas.
A regra de precedência precisa indicar período, corte de data e critério de arredondamento. Sem isso, as duas fontes divergem por motivo de calendário e a diferença parece erro de dado. A escolha fica registrada por escrito e vale para quem monta o relatório, não só para quem pediu o número.
A comparação deixa de ser evento e vira rotina
A conferência entre as duas fontes precisa de data e responsável. Com o momento do fechamento definido, a comparação deixa de depender de desconfiança e passa a integrar o processo. Quem compara registra a diferença e a explicação, mesmo quando ela é esperada.
A faixa de divergência aceitável é definida antes, não depois de o número aparecer. O que se mede é a diferença ao longo do tempo e a frequência com que ela aparece. Se a diferença cresce ou muda de padrão, o problema está na origem do dado, não na comparação.
O que a dupla fonte não resolve
Manter duas fontes não corrige erro de lançamento na entrada. Se a informação nasce errada na origem, as duas fontes carregam o mesmo defeito e a comparação não acusa nada. Dupla fonte confere, não valida.
Também não substitui responsável pelo dado e acrescenta custo de manutenção. Em indicador de baixa criticidade ou com regra estável, uma fonte única é suficiente. A dupla fonte se justifica quando a decisão depende do número e o custo do erro é maior que o custo da conferência.
Recurso prático
Pontos de decisão antes de colocar duas fontes em uso
| Ponto de decisão | O que precisa ficar definido |
|---|---|
| Fonte oficial por indicador | Qual sistema responde pelo número em cada finalidade e em cada período |
| Critério de preferência | Corte de data, moeda e regra de arredondamento usados como padrão na comparação |
| Responsável pela conferência | Quem compara as duas fontes, em que momento do fechamento e onde registra a diferença |
| Faixa de divergência | Limite a partir do qual o número fica retido até alguém explicar a diferença |
O erro mais comum é eleger a fonte oficial e nunca mais comparar as duas. A segunda fonte vira um número antigo guardado no relatório, e a diferença só reaparece quando alguém já decidiu com o dado errado.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: fonte oficial do indicador · regra de precedência · conciliação entre fontes · janela de fechamento · faixa de divergência aceitável. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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