Resposta direta
Mede-se pela reconstrução do combinado, não pelo gosto de quem recebe. Antes de avaliar a entrega, registre o que ela precisava conter, quem confirma e qual evidência fecha o item. Sem isso, a medição vira opinião e o retrabalho aparece depois. O caminho prático é transformar a próxima entrega em teste: escreva o critério antes de começar, mesmo incompleto. O que não puder ser escrito vira pergunta, não suposição. Assim o dado passa a existir e a discussão sai do campo pessoal.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a medição de entrega sem critério formal como reconstrução do combinado, com matriz de quem confirma o quê, e não como definição de indicador.
O que substitui o critério que não foi escrito
Quando o critério de aceite não existe no papel, ele existe em algum lugar: no pedido original, na conversa que originou o trabalho, na versão anterior da entrega. A medição começa por recuperar esse material e transformá-lo em lista conferível.
Cada item da lista precisa de duas informações: o que caracteriza o item pronto e quem tem autoridade para confirmar. Sem o segundo, a conferência não fecha e o item volta para discussão.
Medir sem transformar a medida em cobrança
A medição de entrega serve para reduzir retrabalho, não para ranquear pessoas. Se o registro vira avaliação individual, quem executa passa a esconder a reabertura e o dado perde valor. O indicador útil é a reabertura do mesmo item, não o volume entregue.
Vale separar o que depende de quem executa do que depende de quem pediu. Entrega incompleta por pedido ambíguo e entrega incompleta por execução falha são problemas diferentes, com responsáveis diferentes.
Onde a medição não resolve
Sem critério escrito antes do início, toda medição é reconstrução e chega tarde. Ela explica o retrabalho depois que ele aconteceu; não evita o custo. Medir o passado não substitui combinar o aceite na próxima entrega.
Também há entregas em que o critério é subjetivo por natureza, como peças de comunicação ou análises exploratórias. Nesses casos, o que se mede é o número de rodadas de ajuste e quem as pediu, não a qualidade final. A medição não elimina a divergência de gosto; apenas torna visível o custo dela.
Recurso prático
O que medir por tipo de entrega quando o aceite não foi escrito
| Tipo de entrega | O que medir na ausência de critério | Fonte da evidência |
|---|---|---|
| Entrega operacional recorrente | Comparação entre execuções do mesmo tipo, item a item | Registro da execução anterior |
| Entrega única ou de projeto | Lista do que foi pedido por escrito, conferida contra o que chegou | Mensagens e documentos do pedido |
| Entrega que depende de terceiro | Ponto de bloqueio e quem deveria liberar | Data e responsável pela liberação |
| Correção após reclamação | O que faltava no aceite e onde deveria estar escrito | Descrição da correção pedida |
O erro comum é medir pelo esforço gasto na entrega, e não pela conferência do que foi combinado. Esforço alto convive com retrabalho alto, e o número bonito esconde a reabertura do mesmo item.
Conceitos usados nesta página
- Critério de aceite — Critério de aceite é a condição objetiva que define quando uma entrega, tarefa ou automação é considerada concluída — verificável por quem recebe, não por quem produziu.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: critério de aceite · responsável pela confirmação · evidência de entrega · reabertura do mesmo item · registro do combinado. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Processos, retrabalho e produtividade — Página central do tema
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