Resposta direta
A migração se mede em quatro contagens feitas no mesmo instante de referência: o que existia na origem, o que foi extraído, o que chegou ao destino e o que continua sendo usado depois do corte. Contagem igual entre origem e destino não prova nada se o campo foi truncado, o código convertido ou a data deslocada. Por isso a medição combina volume, aderência de conteúdo e uso real. Quem define os números é a área que responde pelo dado, não a equipe que executa a carga.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a medição como critério de aceite acordado antes do corte, com contagens pareadas entre origem e destino e verificação de uso, em vez de conferência de volume no fim.
Definir o número antes do corte
Medição de migração começa antes de qualquer carga rodar. Alguém precisa escrever qual contagem será considerada aceitável, em qual data de referência e quem assina o aceite. Sem isso, o resultado é discutido com o sistema já em produção, quando corrigir custa mais.
O número de controle não é um só. Volume por tabela, aderência de campo e uso posterior respondem a perguntas diferentes. Reunir tudo em um indicador único esconde qual delas falhou.
Contagem pareada entre origem e destino
A conferência útil faz a mesma pergunta nos dois lados. Quantos títulos com vencimento no mês existiam na origem e quantos existem no destino. A diferença indica onde está o erro: extração, conversão ou carga.
Campo a campo, a checagem observa tipo, tamanho, faixa de valor e nulos. Um campo de observação limitado na origem perde texto na conversão e continua contando como registro migrado.
O que a medição não resolve
Medir não corrige. Se a regra de negócio era ambígua na origem, o destino herda a ambiguidade com números que fecham. A medição mostra que o dado chegou, não decide se ele estava certo.
Também não existe medição que comprove uso sem processo. Registro migrado que nenhuma rotina consulta permanece intacto e inútil. Esse julgamento é da área responsável pelo dado, não da equipe que executou a carga.
Recurso prático
Dimensões de controle de uma migração
| Dimensão medida | Pergunta de controle |
|---|---|
| Volume | Quantos registros existiam na origem e quantos chegaram ao destino, por tabela e por data de referência |
| Aderência de conteúdo | Os campos chegaram com o mesmo tipo, tamanho e faixa de valor depois da conversão |
| Uso pós-corte | Quantos registros migrados são consultados, alterados ou citados por algum processo depois do corte |
O erro mais comum é contar apenas o que chegou e chamar de conferido. Volume igual convive com campo truncado, código convertido para outro significado e registro migrado que nenhuma rotina volta a usar.
Conceitos usados nesta página
- Critério de aceite — Critério de aceite é a condição objetiva que define quando uma entrega, tarefa ou automação é considerada concluída — verificável por quem recebe, não por quem produziu.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: contagem pareada · critério de aceite · reconciliação entre origem e destino · campo truncado na conversão · uso pós-corte. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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- Sincronização entre sistemas: o que decidir a… — sistemas desconectados
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