Resposta direta
A migração se organiza como um processo com etapas nomeadas, um dono por etapa e um critério de saída definido antes de cada avanço. A sequência costuma separar cadastro, histórico e configuração, porque cada bloco tem esforço e risco diferentes. Antes de desligar o sistema antigo, é preciso saber quem autoriza a virada, quem responde pelos erros logo depois e por quanto tempo os dois sistemas rodam em paralelo. Sem esse desenho, a migração vira uma sequência de decisões tomadas na urgência, e o retrabalho aparece depois da virada, quando corrigir custa mais.
- Objetivo
- Organizar um processo
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a migração como processo com etapas, donos e critério de saída, e não como conferência de dados antes e depois da carga.
O que trava uma migração antes da virada
Boa parte das migrações trava na discussão de escopo, não na execução técnica. Alguém precisa definir o que entra na primeira virada e o que fica para depois, com registro do motivo do corte. Sem essa lista, todo pedido vira urgente e a equipe alterna entre frentes sem concluir nenhuma.
Outro ponto de trava é a ausência de critério de saída por etapa. A etapa termina quando um conjunto definido de verificações passa, e não quando o prazo acaba. Quando o critério não está escrito antes, a discussão sobre estar pronto acontece no dia da virada, sob pressão.
Quem responde por cada etapa
Cada etapa precisa de um dono nomeado, com poder de decidir e não apenas de reportar. Decisão de escopo, decisão de dado e decisão de virada costumam ter donos diferentes, e isso precisa estar claro antes do primeiro atraso.
O sistema antigo deve continuar disponível por um período acordado, com regra sobre quem consulta e até quando. Consulta ao antigo é normal no início, mas precisa de prazo e responsável. Sem isso, a operação passa a manter dois cadastros vivos e a divergência volta pela porta dos fundos.
O que a organização do processo não resolve
Organizar o processo não corrige dado errado nem define qual cadastro é o correto. Se a base tem divergência de origem, a migração apenas transporta a divergência para o sistema novo, agora com aparência de base limpa.
Também não substitui capacidade técnica de conversão, teste e reversão. Em migrações pequenas, um único responsável pode acumular etapas e donos, e isso não é um problema por si. O que não se pode dispensar é o critério de saída escrito e a decisão de virada com nome.
Recurso prático
Etapas da migração e o que precisa estar definido antes de avançar
| Etapa | Definição exigida antes de avançar |
|---|---|
| Congelamento e escopo | Lista do que entra na primeira virada, o que fica para depois, motivo do corte e quem autoriza mudança na lista |
| Conversão e carga | Dono do teste de conferência, o que conta como divergência aceitável e quem decide sobre cada divergência encontrada |
| Virada e operação paralela | Quem autoriza desligar o antigo, por quanto tempo ele fica em consulta e quem responde pelos erros depois da virada |
O erro mais comum é tratar a virada como fim do trabalho. Os problemas aparecem no período seguinte, e sem dono nomeado para essa fase a correção fica sem responsável.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: janela de congelamento · critério de saída de etapa · operação em paralelo · dono de decisão · consulta ao sistema antigo. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Integrações, sistemas e qualidade de dados — Página central do tema
- Exportações manuais: quando ainda fazem sentido — exportações manuais
- Migração de dados: o que conferir antes e depois — migração sem conferência
Páginas relacionadas
O mesmo problema em outro objetivo
- Migração que não anda: como separar dado, processo e decisão — Diagnosticar
- Migração: comparar corte único, etapas e paralelo — Comparar alternativas
- Migração sem critério de aceite: como medir se o dado chegou — Explicar medição
- Migração contratada: o que a proposta não cobre — Orientar avaliação e contratação
Outras leituras em Integrações, sistemas e qualidade de dados
- Falhas silenciosas: fluxo para conter e sanar o dado — Critérios para organizar a custódia, triagem e correção retroativa de inconsistências operacionais que passam despercebidas pelos sistemas.
- Chave de ligação ausente: o que exigir do fornecedor — O que avaliar e contratar ao criar uma chave de ligação entre cadastros: escopo, amostra, aceite por registro e responsável pela manutenção.
- Falhas sem alerta no sistema: onde procurar a perda — Apresentação dos pontos de ruptura em fluxos de dados que operam sem emitir alertas técnicos e os passos para rastrear a origem da perda.
- Exportações manuais: o que exigir na contratação de apoio — Parâmetros para contratação de apoio em exportações manuais de dados entre sistemas, focando em conferência, responsabilidade por erros e custo real.
- Alterações no cadastro: o que medir no histórico — Define indicadores para o registro de alteração no cadastro: cobertura de campos críticos, autor, data, valor anterior e os limites desse histórico.
