Resposta direta
Migração parada quase nunca é falta de ferramenta. Na maior parte dos casos, três causas se misturam: o dado que não existe na origem, o processo que ninguém definiu e a decisão que não foi tomada sobre quem responde por cada campo. Separar essas três coisas muda a conversa. Se o problema é dado ausente, sistema novo não resolve. Se é processo indefinido, a troca apenas transfere o problema. Se é decisão pendente, o impasse é de gestão. Diagnosticar é escolher qual dessas causas trava o avanço e tratar essa, antes de marcar o corte.
- Objetivo
- Diagnosticar
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a migração parada como decisão de negócio, não como tarefa técnica, e oferece critério explícito para adiar ou manter o corte.
Três causas que se confundem
Migração travada apresenta sempre os mesmos sintomas: prazo esticando, planilha paralela, reunião que não fecha. O sintoma não diz a causa.
Dado ausente na origem não se resolve com programação. Processo não definido não se resolve com escopo maior. Decisão pendente não se resolve com mais uma rodada de testes.
Classificar o sintoma na causa certa é o trabalho de diagnóstico. Enquanto as três causas andam juntas na mesma conversa, cada área defende a sua leitura e nada avança.
O que registrar antes de decidir o corte
Uma migração só pode ser julgada por comparação. Vale definir, campo a campo, o que deve ser idêntico, o que pode mudar e o que deixa de existir no destino.
Esse critério precisa estar escrito antes do corte, com nome de quem responde por cada decisão. Sem ele, toda divergência vira discussão de opinião e o adiamento vira rotina.
Com o critério definido, três saídas ficam claras: seguir o corte, adiar com data e pendência nomeada, ou manter os dois sistemas por tempo determinado.
O que a decisão sobre o corte não resolve
Diagnóstico não cria dado que não existe na origem, nem substitui teste em paralelo com o sistema antigo ainda em operação.
Também não assegura que a operação adote o sistema novo. Regra que só existe na cabeça de quem executa continua fora de qualquer migração até ser escrita.
E há situações em que migrar não compensa: quando o histórico é consultado raramente, pode permanecer apenas para leitura, sem trazer o volume inteiro para o sistema novo.
Recurso prático
Perguntas de diagnóstico e o que cada resposta costuma indicar
| Pergunta de diagnóstico | O que a resposta indica |
|---|---|
| Os totais do sistema novo fecham com os do antigo no mesmo período? | Divergência de regra de cálculo ou de recorte de período, antes de qualquer falha técnica |
| Quem responde pelo campo quando origem e destino discordam? | Ausência de dono do dado; sem isso não existe critério de aceite para o corte |
| O processo atual já estava documentado antes do projeto começar? | O projeto está fazendo duas coisas ao mesmo tempo: trocar o sistema e redesenhar a operação |
| O sistema antigo ainda é necessário para consulta do histórico? | Define se a migração precisa ser total ou apenas parcial, e se o corte pode ser feito em etapas |
O erro mais comum é tratar divergência de total como falha de integração e abrir chamado técnico antes de confirmar qual regra de negócio mudou entre origem e destino.
Conceitos usados nesta página
- Critério de aceite — Critério de aceite é a condição objetiva que define quando uma entrega, tarefa ou automação é considerada concluída — verificável por quem recebe, não por quem produziu.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: sistema legado · carga de dados · regra de negócio · critério de aceite · responsável pelo campo. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Integrações, sistemas e qualidade de dados — Página central do tema
- Exportações manuais: quando ainda fazem sentido — exportações manuais
- Migração de dados: o que conferir antes e depois — migração sem conferência
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