Resposta direta
A decisão começa no contrato, não no time. Equipe alocada em projeto sem margem costuma indicar que preço, escopo ou modelo de dedicação foram fechados sem o custo real de manter pessoas fixas na conta. Antes de remanejar quem está no projeto, é preciso separar três números: custo de permanência, custo de saída e receita que o contrato ainda cobre. Com essas três contas no mesmo período e na mesma fonte, a conversa deixa de ser sobre desempenho da equipe e passa a ser sobre continuidade do contrato. Sem essa separação, a discussão vira culpabilidade e a margem continua igual.
- Objetivo
- Orientar implementação
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a alocação como decisão de contrato, com as contas de permanência, saída e cobertura de receita, em vez de discutir produtividade do time.
As três contas que antecedem a decisão
Equipe alocada custa mesmo quando o projeto não fatura. A primeira conta é o custo de permanência: remuneração, encargos, estrutura e o tempo que aquelas pessoas deixam de dedicar a trabalho com receita. A segunda é o custo de saída: aviso, transição e conhecimento que sai junto com quem estava na conta. A terceira é a receita que o contrato ainda cobre, mês a mês, até o fim previsto.
As três contas precisam sair do mesmo período e da mesma fonte. Se o custo vem do financeiro e a receita vem do comercial, a comparação nasce torta. O responsável pela conta do projeto assina os três números, e a alocação entra na discussão depois disso.
Três caminhos e o que cada um exige
Manter a alocação faz sentido quando a receita coberta ainda paga a permanência e o contrato abre espaço para renegociar no próximo ciclo. Reprecificar exige escopo medido: o que está sendo entregue de fato, com que dedicação e qual margem mínima a operação aceita. Reduzir escopo exige lista de entregas que podem sair sem descumprir o contrato, com aceite formal de quem responde pela relação.
Encerrar ou transferir é decisão de contrato, não de time. Antes, vale medir aviso, custo de saída e o que o cliente perde com a troca, porque esse último item costuma definir se a relação sobrevive. Em qualquer caminho, a decisão precisa de dono, data e critério de revisão. Sem isso, o projeto volta à pauta no mês seguinte com o mesmo número.
O que essa conta não resolve
A conta mostra o que a alocação custa e o que o contrato cobre. Não corrige a origem: preço fechado sem custo de dedicação, escopo aceito sem registro, venda que promete prazo impossível. Também não diz se o cliente deve ser mantido por motivo estratégico, como acesso a um segmento ou aprendizado de operação. Essa é uma decisão de sócio, fora do cálculo.
Se o contrato tem multa, reajuste travado ou aviso longo, a aritmética não decide sozinha. Manter a equipe pode continuar sendo a escolha certa mesmo com margem baixa, quando a alternativa é perder capacidade que levou tempo para formar. O que a conta entrega é clareza sobre o custo de cada caminho. Não assegura recuperação de margem.
Recurso prático
Caminhos de decisão e o que precisa estar medido
| Caminho | O que precisa estar medido antes de decidir |
|---|---|
| Manter a alocação | Custo de permanência no período, receita ainda coberta pelo contrato e efeito da dedicação nos demais projetos |
| Reprecificar | Escopo efetivamente entregue, custo real da dedicação e margem mínima que a operação aceita para o tipo de trabalho |
| Reduzir escopo | Entregas que podem sair sem descumprir o contrato e horas que retornam para trabalho com receita |
| Encerrar ou transferir | Aviso contratual, multa prevista, custo de saída e conhecimento que permanece com o cliente após a troca |
| Adiar a decisão | Data do próximo marco, o que muda na conta até lá e quem responde pela revisão |
O erro mais comum é comparar a margem do projeto com a média da carteira. A conta que decide é permanência contra receita ainda coberta, projeto por projeto, no mesmo período.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: alocação dedicada · custo de permanência · custo de saída · cobertura de receita do contrato · margem por projeto. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
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