Resposta direta
A medição parte de comparar três versões do mesmo registro: o valor antes da carga, o valor do arquivo de origem e o valor depois da gravação. Sobrescrita indevida aparece quando o registro de destino muda sem que o arquivo traga informação nova. O indicador é a contagem de registros alterados por campo, não por arquivo inteiro, porque parte das mudanças é legítima. Sem essa separação, o volume total de atualizações esconde o problema. O que se mede é quantos campos corretos perdem valor, com responsável definido para conferir a amostra.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a sobrescrita como evento contável por campo, com leitura do registro antes e depois da carga, ponto que as demais páginas do tema não isolam.
O que separa atualização de perda
Atualização é quando o arquivo traz valor diferente e mais recente para um campo. Perda é quando o campo de destino deixa de ter valor correto para receber valor vazio, incompleto ou fora de regra. As duas situações chegam juntas na mesma carga e precisam ser contadas em separado.
A contagem por arquivo não distingue os casos, porque o total de registros alterados mistura os dois. A contagem por campo mostra onde a carga apaga informação e onde apenas confirma o que já existia. Definir quem responde pela conferência da amostra faz parte da medição, não do conserto.
O que registrar para comparar versões
A medição precisa de três leituras do mesmo cadastro: o conteúdo antes da carga, o conteúdo do arquivo de origem e o resultado depois da gravação. Sem a leitura intermediária do arquivo, não se sabe se o valor perdido já vinha incompleto da origem ou foi criado no destino.
A cópia do cadastro antes da carga é guardada com data, hora e identificação do responsável pela execução. A chave de correspondência usada na carga é o que permite casar as três leituras. Se a chave muda entre execuções, o registro não é comparável e a medição perde base.
O que a medição não resolve
Medir aponta quantos campos corretos foram sobrescritos, mas não recupera o dado apagado nem corrige a regra de precedência que permitiu a gravação. Também não cobre a sobrescrita em que o arquivo grava o mesmo valor já existente e o efeito só aparece depois, em outra regra de negócio.
A medição não decide qual fonte tem prioridade em cada campo. Essa decisão é do negócio e antecede qualquer indicador. Quando a carga roda sem registro de origem, a medição vira estimativa e não serve como prova em conflito de dados.
Recurso prático
Checklist de registro da carga por campo
- Comparar, campo a campo, o valor antes da carga, o valor do arquivo de origem e o valor gravado no destino.
- Classificar cada registro em três situações: atualizado com dado novo, atualizado sem dado novo e inalterado.
- Contar em separado linhas lidas, linhas aceitas, linhas rejeitadas e linhas que alteraram o registro de destino.
- Guardar cópia do cadastro antes da carga, com data, hora e identificação de quem executou.
- Registrar a chave de correspondência usada na carga, para permitir o casamento entre as três leituras.
O erro mais comum é medir o arquivo inteiro em vez do campo: um registro pode ser atualizado de forma legítima em um campo e perder dado correto em outro, e a contagem total esconde os dois casos.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: log de carga · registro de destino · campo de origem · cópia do cadastro antes da carga · chave de correspondência. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Integrações, sistemas e qualidade de dados — Página central do tema
- Falhas silenciosas: como comparar opções de c… — falhas silenciosas
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