Resposta direta
Mede-se pelo cruzamento entre a lista de pessoas desligadas e as contas ativas em cada sistema, na mesma data de corte. O indicador central é a proporção de acessos ainda válidos após o desligamento, lida por sistema e por tempo decorrido. Complementam a medição o tempo até a revogação, as contas sem dono identificado e as exceções formais, com justificativa e prazo. O resultado não é um selo de segurança: é uma fila de pendências com responsável e evidência de fechamento. Sem esse cruzamento, a empresa depende de confirmação verbal e não distingue acesso revogado de acesso apenas prometido.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Foca no passivo de acesso depois do desligamento, com denominador, indicador por sistema e evidência de fechamento.
A lista que serve de denominador
A medição começa por uma lista de referência: quem estava desligado até a data de corte, com vínculo, data e hora do desligamento e sistemas em que tinha conta. Essa lista sai do registro de pessoal, não de uma planilha montada para a ocasião. Sem ela, o cruzamento perde denominador e passa a medir apenas o que alguém lembrou de incluir.
O segundo insumo é o inventário de contas por sistema, extraído na mesma data de corte. A comparação mostra três grupos: contas revogadas, contas ainda ativas e contas sem correspondência clara. O terceiro grupo costuma ser o mais útil, porque revela acesso sem dono, cadastro incompleto ou vínculo que não passou pelo registro de pessoal.
O indicador e a prova de fechamento
O indicador principal é a proporção de contas ativas entre as contas que deveriam ter sido encerradas. A leitura é por sistema e por tempo desde o desligamento. Um número agregado tende a esconder onde o processo falha.
Cada pendência precisa de dono, prazo e evidência de fechamento. A evidência pode ser o registro de revogação, a data de desativação ou a confirmação do sistema. O acompanhamento termina quando a conta sai do grupo ativo, não quando alguém informa que o pedido foi enviado.
O que a medição não alcança
A medição não prova uso indevido nem ausência dele. Também não cobre credenciais compartilhadas, contas de serviço, acessos físicos e sistemas mantidos fora do inventário central. Esses casos exigem verificação própria e podem ficar invisíveis no indicador.
Sem inventário minimamente confiável, a conta não se sustenta. Em operações pequenas, com poucos sistemas e controle manual consistente, a apuração formal pode não se pagar. A medição também não substitui a decisão sobre o que cada área pode acessar. Ela mostra o que ficou aberto; não define o que deveria estar fechado.
Recurso prático
Taxa de acesso remanescente por sistema
AR = (CA ÷ CD) × 100
- CA
- contas
- contas ainda ativas de pessoas desligadas, por sistema, na data de corte
- CD
- contas
- contas que deveriam ter sido encerradas para essas pessoas, por sistema, na data de corte
O erro mais comum é usar apenas o diretório principal como denominador. Contas locais, compartilhadas e de serviço ficam de fora, e a taxa parece menor do que o acesso que segue aberto.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: lista de desligados · data de corte · conta ativa · revogação de acesso · evidência de fechamento. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Pessoas e estrutura — Página central do tema
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