Resposta direta
O corte de acesso no desligamento funciona quando cada sistema tem um dono nomeado, uma ordem de desligamento e um registro que mostra quem executou e quando. O processo começa antes da conversa final: a lista de sistemas e permissões é montada enquanto a pessoa ainda está na empresa, e cada item aponta para uma pessoa, não para uma área. Depois do desligamento, o registro precisa permitir conferir o que foi cortado e o que ficou pendente. Sem essa separação, o corte vira lembrança de quem estava por perto naquele dia.
- Objetivo
- Organizar um processo
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Traz a ordem de corte por tipo de acesso e trata do que continua aberto em contas compartilhadas, ponto que um checklist de entrada não alcança.
A lista nasce antes do aviso
A lista de acessos precisa ser montada com a pessoa ainda na empresa. Ela é a única que sabe por onde entra e o que usa pouco, e essa informação some no dia do desligamento. O inventário não é o cadastro oficial de usuários: inclui contas antigas, permissões herdadas de grupo e acessos cedidos a terceiros.
Cada linha da lista aponta para um dono. Área não executa; pessoa executa. Quando o dono é uma área, o corte fica entre duas pessoas que não combinaram nada, e o pendente só aparece quando alguém procura o acesso.
O corte segue risco, não organograma
Nem todo acesso tem o mesmo peso. Primeiro saem os que dão acesso a dado de cliente e a dinheiro; depois os sistemas internos; por último, os canais de comunicação. A sequência depende do que a pessoa fazia, não do cargo que ocupava.
Quem executa registra o que cortou, quando e como conferiu. O registro não serve para vigiar. Serve para mostrar, depois, o que ficou pendente e quem responde por fechar.
O processo não fecha o acesso compartilhado
Senhas de equipe, contas de serviço e permissões herdadas de grupo não pertencem a uma pessoa. O corte individual não resolve esses casos. Resolvê-los exige mudar como o acesso é concedido, o que costuma ser um trabalho separado e mais longo.
O processo também não impede que alguém com cópia local de dado continue com ela, nem que um colega repasse credenciais. Serve para reduzir o que segue aberto por esquecimento e para deixar claro quem responde por cada pendência.
Recurso prático
Ordem de corte por tipo de acesso
| Tipo de acesso | Quem executa e o que registra |
|---|---|
| Acesso de rede e e-mail | Infraestrutura corta e registra data, hora e quem executou |
| Sistemas com dado de cliente | Dono do sistema confirma a revogação e registra o que restou em acesso compartilhado |
| Acessos cedidos a terceiros | Responsável pelo contrato avisa o fornecedor e registra a confirmação por escrito |
O erro mais comum é tratar a senha como único acesso. Contas de serviço, chaves de integração e permissões herdadas de grupo costumam ficar fora da lista e seguem ativas depois do desligamento.
Conceitos usados nesta página
- Registro de execução — Registro de execução é a evidência de que uma rotina, automação ou tarefa rodou — com identificador, data, insumo, resultado e responsável.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: desligamento · revogação de acesso · permissão por sistema · registro de execução · dono do sistema. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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