Resposta direta
O preço por prazo só tem prêmio quando supera o custo incremental do prazo, não quando supera a tabela. Mede-se comparando dois pedidos de mesmo escopo: um no prazo padrão e outro no prazo comprimido. A diferença de preço menos a diferença de custo revela o prêmio real. O custo incremental inclui hora extra, frete acelerado, refugo, retrabalho e a margem do pedido que saiu da fila para abrir espaço. Sem essa última parcela, a conta quase sempre parece favorável. Prazo curto sem essa medição é desconto disfarçado.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata o prazo como variável de custo, não como atributo comercial, e coloca a margem deslocada dentro do cálculo.
As parcelas que o prazo curto acrescenta
O custo do prazo curto não é um percentual fixo. É a soma do que só acontece porque a entrega foi antecipada: horas adicionais, frete acelerado, troca de sequência na produção, refugo por pressa e conferência refeita. Cada parcela precisa de registro próprio. Somadas num único centro de custo, deixam de ser visíveis.
A referência é o mesmo escopo no prazo de tabela. Sem pedido gêmeo, usa-se o último pedido comparável e ajusta-se o que mudou, declarando o ajuste. Comparar com a média do mês mistura produtos e volumes diferentes e produz uma diferença que não significa nada.
Preço cobrado e custo incorrido lado a lado
A medição começa com dois números do mesmo pedido: o que foi faturado e o que foi gasto. O primeiro está na nota. O segundo raramente está num lugar só. Horas extras ficam na folha, o frete no financeiro, o refugo na produção. Reunir essas fontes por pedido é o trabalho real da medição.
A diferença entre os dois preços menos a diferença entre os dois custos é o prêmio. Se o resultado for negativo, o prazo curto foi vendido com desconto, ainda que o valor absoluto pareça maior. Quem aprova prazo fora da tabela deveria ver essa conta antes de responder ao cliente.
O que a medição não decide
A conta não diz se o pedido deve ser aceito. Ela mede o efeito econômico do prazo, não o valor estratégico do cliente, a entrada em um segmento ou a necessidade de caixa. Essas razões podem justificar um prêmio negativo, desde que estejam declaradas e tenham prazo para acabar.
Também não substitui a contabilidade de custos nem resolve amostra pequena. Com poucos pedidos por faixa de prazo, a diferença oscila e não forma tendência. E o custo de capacidade ociosa engana: quando há folga, o custo incremental do prazo curto fica próximo de zero, mas isso não se sustenta quando a folga acaba e a urgência passa a deslocar outros pedidos.
Recurso prático
Prêmio de urgência por pedido
Prêmio de urgência = (Preço curto - Preço padrão) - (Custo curto - Custo padrão) - Margem deslocada
- Preço curto
- R$
- valor faturado no pedido com prazo comprimido, sem impostos sobre a venda
- Preço padrão
- R$
- valor que o mesmo escopo teria no prazo de tabela
- Custo curto
- R$
- custo direto e indireto incorrido no pedido comprimido, incluindo os adicionais de prazo
- Custo padrão
- R$
- custo do mesmo escopo no prazo de tabela, com a mesma quantidade e o mesmo processo
- Margem deslocada
- R$
- margem de contribuição do pedido que deixou de ser feito ou atrasou para liberar capacidade
O erro mais ignorado é tratar a hora extra como único custo do prazo curto. Frete acelerado, refugo por pressa e a margem do pedido deslocado ficam fora da conta, e é essa omissão que faz a urgência parecer lucrativa.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: prazo de tabela · custo incremental · margem deslocada · hora extra · capacidade ociosa. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Margem, custos e eficiência econômica — Página central do tema
- Custo de processo: como estimar sem contabili… — custo de processo desconhecido
- Diagnóstico de retrabalho oculto na operação — retrabalho sem custo calculado
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