Resposta direta
A resposta é definir o critério de parada depois da aprovação, a partir do que ainda se ganha com a próxima etapa. Mede-se o incremento, não o total: quanto custa entregar mais uma parte e o que ela muda na operação. O critério precisa de três elementos: a margem ou o custo que justifica continuar, o responsável por dizer pare, e a data em que a decisão é revista. Sem esses três, a medição vira acompanhamento de progresso, não critério de encerramento.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a medição como decisão sobre o próximo incremento, com responsável nomeado e data de revisão, e não como acompanhamento do que já foi gasto.
Medir o próximo trecho, não o total já gasto
Projeto aprovado sem critério de parada costuma ser acompanhado pelo que já consumiu: prazo corrido, orçamento usado, entregas feitas. Esses números descrevem o passado e não ajudam a decidir. O que decide é o próximo trecho.
A medição útil é incremental. Quanto custa concluir a próxima entrega. O que a operação ganha ou deixa de gastar com ela. Se o ganho esperado for menor que o custo de concluir, o projeto já passou do ponto de parada, mesmo que pareça perto do fim.
Quem decide e quando a decisão volta à mesa
Critério sem responsável não é critério. Alguém precisa ter a autoridade de encerrar com o projeto em andamento, e essa pessoa não é necessariamente quem o patrocinou. Separar patrocínio de decisão de parada evita que a saída do projeto fique presa a quem defendeu a aprovação.
A decisão também precisa de data. Sem revisão marcada, o critério envelhece e a margem estimada vira suposição. A revisão usa o dado que apareceu desde a aprovação: custo real da etapa anterior, mudança de escopo, capacidade disponível para a próxima parte.
O que essa medição não resolve
Medir o incremento não corrige uma aprovação feita sem tese. Se o projeto nunca teve motivo econômico claro, o critério de parada tende a encerrá-lo cedo, e isso é resultado, não falha do método.
A medição também não elimina a incerteza sobre o ganho futuro. Ela organiza a decisão com o que se sabe hoje e deixa explícito o que está sendo suposto. Projeto cujo ganho depende de comportamento de outra área, de adoção ou de mudança de demanda continua sendo aposta, com ou sem critério de parada.
Recurso prático
Fixar o critério de parada de um projeto em andamento
- Descreva a próxima entrega em uma frase: o que fica pronto e o que a operação passa a fazer de diferente depois dela.
- Estime o custo de concluir essa entrega, somando horas, fornecedor, licença e retrabalho esperado, sem incluir o que já foi gasto.
- Estime o que muda na margem ou no custo da operação se a entrega existir e o que muda se ela não existir.
- Escreva a regra de decisão: continua se o ganho esperado superar o custo de concluir, considerando a incerteza do ganho.
- Nomeie quem tem autoridade para encerrar mesmo com o projeto em curso e marque a data da próxima revisão com dado novo.
O erro mais comum é confundir critério de parada com orçamento esgotado ou prazo vencido. Isso encerra o projeto pelo lado do gasto, não pelo lado do que ele ainda entrega, e costuma parar iniciativas úteis perto do fim ou manter abertas as que já não mudam nada na operação.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: critério de parada · custo incremental · margem por etapa · ponto de decisão · revisão de escopo. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Margem, custos e eficiência econômica — Página central do tema
- Diagnóstico de retrabalho oculto na operação — retrabalho sem custo calculado
- Retrabalho sem custo: ordenação de fluxo e re… — retrabalho sem custo calculado
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