Resposta direta
A tarefa crítica está descoberta quando ninguém além do responsável consegue executá-la, quando não existe registro do passo a passo e quando a interrupção não tem caminho alternativo acordado. O diagnóstico começa por listar as tarefas cuja parada afeta cliente, receita ou obrigação legal, e para cada uma responder três perguntas: quem executa se o titular faltar, qual é o caminho alternativo e quem decide acioná-lo. O que não tiver resposta é ponto único de falha. Não se trata de documentar tudo, mas de cobrir o que não pode parar.
- Objetivo
- Diagnosticar
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a ausência de contingência como lacuna de capacidade e de decisão, não como falta de documentação.
O que faz uma tarefa ser crítica
Criticidade não vem do volume nem da frequência. Vem do que para quando a tarefa não é feita: atendimento ao cliente, faturamento, obrigação legal, prazo contratual. Uma rotina diária pode ser irrelevante; um fechamento mensal pode travar a operação inteira.
O critério prático é perguntar o que muda na primeira semana sem execução. Se a resposta for que nada muda, a tarefa é importante, mas não crítica. Se a resposta envolver cliente, receita ou obrigação, ela entra na lista e passa pelo teste de contingência.
Cobertura aparente
Processo escrito não é contingência. Ele descreve o caminho, mas não garante quem executa quando o titular falta. Cobertura exige três coisas juntas: alguém capaz de executar, um caminho alternativo acordado e um critério claro de quando acionar.
O teste é pedir que outra pessoa execute a tarefa com o material disponível hoje, sem consultar o titular. O que faltar nessa execução é a lacuna real. Se ninguém puder ser designado, a tarefa não tem contingência; tem expectativa.
O que o diagnóstico não resolve
Mapear a lacuna não cria capacidade. Designar substituto sem tempo alocado apenas transfere o risco para outra agenda já cheia. O diagnóstico também não define apetite a risco: assumir a exposição pode ser decisão consciente, desde que registrada e com data de revisão.
Há tarefas em que a cobertura custa caro demais, por exigirem habilitação específica, acesso restrito ou prática difícil de manter. Nesses casos, a decisão real é reduzir a dependência ao longo do tempo ou aceitar a interrupção. O mapa também envelhece: troca de pessoa, mudança de sistema e nova obrigação reabrem pontos que estavam cobertos.
Recurso prático
Cobertura declarada e o que ela cobre de fato
| Cobertura declarada | O que ela cobre de fato |
|---|---|
| Existe processo escrito e atualizado | Descreve o caminho, mas não garante quem executa na ausência do titular |
| Há um substituto informal | Cobre enquanto essa pessoa estiver disponível; sem prática e sem critério de acionamento, depende de acordo verbal |
| O caminho alternativo passa por outra área | Cobre a execução, não a decisão: falta definir quem aciona, com que antecedência e com qual prioridade |
O ponto mais ignorado é o critério de acionamento. Muita operação tem substituto possível, mas ninguém sabe quem decide chamá-lo nem a partir de que sinal. Sem isso, a cobertura existe no papel e não é usada.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: ponto único de falha · plano de contingência · tarefa crítica · caminho alternativo · responsável substituto. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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