Resposta direta
Mede-se aprovação verbal pelo intervalo entre a decisão e o primeiro registro dela em algum sistema que já exista, somado à taxa de retrabalho quando o registro nunca aparece. O critério é saber quem liberou, o que foi liberado e quando, sem exigir que a conversa vire documento. O dado útil é a diferença entre a data da execução e a data do consentimento registrado, porque essa diferença indica quantas vezes o time seguiu adiante apoiado em memória e em suposição.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a aprovação verbal como evento a medir por intervalo e origem, não como falha de disciplina a corrigir.
O que entra na conta da aprovação
Toda aprovação verbal tem três elementos que podem ser registrados sem documento novo: quem liberou, o que foi liberado e quando. Faltando um deles, a etapa não pode ser reconstruída depois e a medição perde sentido.
A unidade mais simples é o intervalo entre a decisão e o primeiro registro dela. Ela não exige que a conversa seja formalizada, apenas que exista um marco no sistema onde a etapa já é acompanhada.
Onde o dado deixa de ser confiável
Quando a execução começa antes de qualquer registro, o intervalo medido passa a depender da memória de quem liberou. Memória costuma ajustar a data para o dia da conversa, e não para o dia da decisão real.
O mesmo ocorre quando duas áreas consideram ter liberado a mesma etapa. Nesse caso a medição precisa de um responsável nomeado por etapa, e não de uma regra geral de quem aprova o quê.
O que a medição não resolve
Medir aprovação verbal não substitui a decisão de manter ou retirar a etapa. Um intervalo curto pode significar apenas que a liberação acontece sem análise, e não que o processo esteja saudável.
A medição também não serve para responsabilizar pessoas por conversas que a própria estrutura do processo incentiva. Enquanto o registro for visto como atraso, o número vai refletir o comportamento de quem evita registrar, não a qualidade da aprovação.
Recurso prático
Medição de aprovação verbal em cinco passos
- Listar as etapas em que a liberação costuma chegar por conversa, telefone ou corredor, e nomear quem tem autoridade para liberar cada uma.
- Fixar o ponto de partida da contagem na data em que a execução começou, não na data em que o assunto foi discutido.
- Fixar o ponto de chegada no primeiro registro da liberação dentro do sistema que já guarda o andamento daquela etapa.
- Apurar o intervalo entre os dois pontos por etapa e separar os casos em que a execução começou antes de qualquer registro.
- Rever a lista a cada ciclo e verificar se os intervalos longos vêm de falta de registro ou de decisão de fato pendente.
O erro mais comum é medir a aprovação pela data em que o assunto foi discutido, e não pela data em que a execução começou. Isso faz o processo parecer mais rápido do que foi e esconde o retrabalho.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: consentimento registrado · data de execução · retrabalho por aprovação · responsável pela liberação · canal de origem. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Processos, retrabalho e produtividade — Página central do tema
- Revisão feita por quem executou: o que checar… — revisão feita por quem executou
- Revisão feita por quem executou: o que exigir… — revisão feita por quem executou
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