Resposta direta
Exceções se medem em três contagens separadas: quantas ocorrem, de onde vêm e quanto consomem para serem resolvidas. Contar tudo junto produz um número que não orienta decisão. O registro precisa nascer no momento em que o caso sai do padrão, com origem, tipo e tempo gasto, antes que a memória de quem tratou reorganize o fato. Medir exceção não é tratar exceção. A contagem serve para decidir se o padrão está errado ou se o caso é raro, e essa decisão é separada da medição.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Separa a contagem de exceções do tratamento do caso, com foco em origem, frequência e custo, não em correção pontual.
O que entra na contagem
Antes de contar, é preciso definir o que separa execução normal de exceção. Sem essa fronteira, cada pessoa classifica de um jeito e o número perde sentido. A definição deve caber em uma frase e ser reconhecida por quem executa o processo.
O registro precisa acontecer no momento do desvio, não no fechamento do mês. Quem trata o caso raramente lembra depois de quantas interrupções teve. Classificar por origem, tipo e tempo gasto evita que a contagem vire uma lista de reclamações.
Frequência e origem: duas leituras diferentes
Frequência alta de um mesmo tipo de exceção indica padrão mal desenhado, não erro das pessoas. Frequência baixa e dispersa aponta caso raro, que talvez não justifique mudar o processo.
Separar origem é o que permite decidir. Exceção que nasce de dado incompleto, de regra ambígua ou de acordo comercial pede respostas diferentes. Somadas, produzem um total que não indica onde agir.
O que a contagem não resolve
Medir exceção não reduz exceção. O número informa onde o processo perde aderência, mas a decisão de mudar regra, treinar ou aceitar o desvio é separada da medição e depende de quem responde pelo processo.
Contagem baixa pode significar processo estável ou registro fraco, e as duas leituras levam a ações opostas. Exceções absorvidas em silêncio, sem atraso e sem escalar, tendem a nunca ser registradas. A medição também não compara times com definições diferentes: só diz algo dentro de um mesmo critério de exceção.
Recurso prático
Taxa de exceção e custo de tratamento
taxa de exceção = ocorrências fora do padrão ÷ execuções totais; custo de tratamento = ocorrências × tempo médio de tratamento × custo por hora
- ocorrências fora do padrão
- casos por período
- execuções que exigiram decisão fora do fluxo previsto, registradas no momento em que acontecem
- execuções totais
- casos por período
- número de vezes que o processo foi executado no mesmo período, incluindo as execuções sem exceção
- tempo médio de tratamento
- horas por caso
- tempo somado de quem interrompe a rotina para resolver o desvio, medido da saída do padrão até o encerramento
- custo por hora
- moeda por hora
- custo da função que trata a exceção, não o custo médio da empresa
O erro mais comum é registrar apenas as exceções que geraram problema visível. As que foram resolvidas rápido, sem escalar, somem do registro e deixam a taxa artificialmente baixa.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: taxa de exceção · origem da exceção · tempo de tratamento · custo de retrabalho · limiar de tolerância. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Processos, retrabalho e produtividade — Página central do tema
- Tarefas esquecidas: como dar visibilidade sem… — tarefas esquecidas
- Exceções de processo: como tratar o caso fora… — exceções sem tratamento
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