Resposta direta
A versão que fica é a que alguém atualiza como parte do próprio trabalho e que a operação consulta durante a execução. Comparar documentação, então, é comparar quatro atributos: dono, frequência de atualização, local de acesso e uso real. Quando duas versões empatam nesses pontos, o critério passa a ser custo: horas de atualização somadas ao tempo perdido por quem seguiu a versão errada. Manter as duas só se justifica quando os públicos são distintos e uma versão não atende ao outro.
- Objetivo
- Comparar alternativas
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a escolha entre versões como decisão de custo de divergência, com critérios de dono, atualização e acesso em vez de preferência.
O que colocar lado a lado
Toda comparação começa por quatro atributos: quem é o dono de cada versão, com que frequência ela é atualizada, onde ela fica e quem consegue consultá-la no meio da execução. Sem esses quatro itens, a escolha vira preferência pessoal.
O atributo que costuma separar as alternativas é a proximidade com a execução. Documentação guardada em repositório de projeto tende a envelhecer, porque atualizar não faz parte da rotina de quem executa. Documentação acoplada à própria rotina, como um checklist usado a cada execução, tende a mudar junto com o processo. A comparação mede qual das duas está mais perto de quem faz.
O custo de divergência muda a conta
Manter duas versões tem custo visível, que é o esforço de atualização em dobro, e custo invisível, que é o retrabalho de quem segue a versão desatualizada. O segundo raramente aparece em planilha porque ninguém registra a hora em que descobriu que o procedimento estava errado.
Por isso a comparação precisa de duas estimativas: horas de atualização por documento, multiplicadas pela frequência de mudança no período, e ocorrências de divergência, multiplicadas pelo tempo médio de correção. Quando a segunda estimativa pesa mais, consolidar em uma versão única passa a ser decisão de custo, não de preferência.
O que a comparação não resolve
Escolher a versão que fica não resolve a falta de dono. Se ninguém tem a responsabilidade explícita de atualizar aquela documentação, ela volta a divergir e a decisão precisa ser refeita meses depois, com o mesmo material.
A comparação também não corrige processo mal desenhado. Documentação desatualizada é, muitas vezes, sintoma de um processo que mudou na prática e nunca foi revisto. Nesses casos, consolidar a documentação antes de revisar o processo apenas registra a divergência em um lugar só. E nada disso impede que a versão escolhida fique obsoleta na próxima mudança de operação.
Recurso prático
Custo de manter duas versões ativas
CT = (D x A x H x C) + (O x R x C)
- D
- documentos
- documentos mantidos em duas versões ao mesmo tempo
- A
- atualizações/ano
- quantas vezes cada documento muda por ano
- H
- horas
- horas para atualizar uma versão
- O
- ocorrências/ano
- vezes em que alguém trabalhou com a versão desatualizada
- R
- horas
- horas médias para corrigir o trabalho feito com a versão errada
- C
- R$/hora
- custo da hora de quem executa e de quem atualiza
O erro mais comum é estimar apenas a parcela de atualização e descartar as ocorrências de divergência, que costuma ser a maior. Quem nunca mediu quantas vezes alguém seguiu a versão errada compara só o esforço de escrita, e a conta aponta para manter as duas versões quando o custo real está do outro lado.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: procedimento operacional · versão vigente · histórico de alterações · custo de divergência · nível de detalhe. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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