Resposta direta
Sucessão inexistente se mede pela ausência de alguém que já tenha assumido parte da posição em condição real, não por avaliação de potencial. O critério é observável: quem decide quando o titular não está, quem responde pelo erro, quem assinou a entrega sozinho, quem foi avaliado por resultado naquela função. Sem esse registro, a empresa tem opinião sobre sucessores, não sucessão. A medição entrega o mapa de exposição da posição e a lista de lacunas que precisam de prática, não de mais uma rodada de avaliação.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a medição como verificação de exposição real da posição, e não como avaliação de potencial de pessoas.
O que conta como evidência
Avaliação de potencial descreve o que se espera de uma pessoa. Não mostra ninguém respondendo pela posição. A evidência útil é a decisão que já foi tomada por outra pessoa enquanto o titular estava fora, com escopo e data.
O mesmo vale para a responsabilidade por erro. Se todo erro naquela função chega ao titular, a posição ainda não tem cobertura, mesmo que exista um nome indicado como sucessor.
Registro que sustenta a medição
Basta um registro curto por posição: quem substituiu o titular, em qual decisão, por quanto tempo e com qual alçada. Sem esse dado, a conversa sobre sucessão fica na impressão de quem está na sala.
A leitura é por posição, não por pessoa. A posição acumula evidências ao longo dos ciclos; a pessoa pode mudar. O responsável pelo registro é quem responde pela continuidade da área, não o setor de recursos humanos isolado.
O que a medição não responde
Ela não informa se o sucessor permanece na empresa, nem se aceitaria a posição. Também não mede disposição para assumir, o que só aparece quando a oferta existe.
Não substitui desenvolvimento e não serve para posição cuja atribuição ainda está sendo desenhada, porque não há o que observar. Em posições desse tipo, o primeiro passo é definir a decisão e a alçada antes de falar em sucessão.
Recurso prático
Evidências de cobertura por posição crítica
| Evidência disponível | O que ela mede |
|---|---|
| Decisão tomada por outra pessoa durante ausência do titular, com data e escopo | Cobertura real da decisão |
| Quem assina a entrega quando o titular não está | Transferência de responsabilidade |
| Erro assumido por alguém além do titular no último ciclo | Profundidade operacional |
| Registro de delegação com alçada e limite | Existência de processo, não de confiança |
O erro mais comum é tratar tempo de casa ou simpatia como prontidão. Nenhuma das duas evidências mostra alguém respondendo pela posição.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: posição crítica · plano de sucessão · exposição de titular único · cobertura de decisão · registro de delegação. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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