Resposta direta
A medição começa por datar três eventos para cada item de custo: a vigência do custo novo, a aprovação do preço de venda e a primeira nota emitida com o preço novo. O intervalo entre o primeiro e o terceiro é o tempo em que a margem absorveu o aumento. Mede-se por item e por período, não pela média da empresa, porque a média esconde justamente os itens em que o repasse demorou. O resultado é uma lista de intervalos, com a margem consumida em cada um.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Mede o intervalo entre a vigência do custo novo e a vigência do preço novo, por item, em vez de tratar custo e preço como totais do período.
O intervalo em que a margem absorve o aumento
Medir o repasse tardio exige datar três eventos por item de custo. O primeiro é a vigência do custo novo, com a fonte do aviso. O segundo é a aprovação do preço de venda. O terceiro é a primeira nota emitida com o preço novo. O intervalo entre o primeiro e o terceiro é o tempo em que a margem absorveu o aumento.
Esse intervalo tem valor. Multiplicado pelo custo unitário novo e pela quantidade vendida no período, ele mostra quanto de margem foi consumido. O cálculo usa dado que já existe: contrato de insumo, tabela de preço aprovada e histórico de notas. Não exige custeio novo nem rateio.
Por item e por período, não pela média
A margem média da empresa mistura itens com repasse feito em dia e itens ainda absorvidos. O resultado é um número estável que não indica onde agir. A medição precisa descer ao item, ou ao grupo de itens que segue a mesma política de preço.
Na leitura, separar efeito de preço e efeito de volume. Queda de margem com preço já repassado vem de volume, mix ou desconto. Queda com preço antigo vem de repasse atrasado. Sem essa separação, o período seguinte sempre parece melhorar a base de comparação.
O que a medição não resolve
O intervalo medido não diz se o repasse era possível antes. Cliente concentrado, contrato com reajuste anual fixo e preço regulado limitam a data do repasse. Nesses casos a medição continua válida, mas o intervalo é consequência do contrato, não de falha interna.
A medição também não estima o efeito do repasse sobre o volume. Antecipar o preço pode reduzir a quantidade vendida mais do que a margem ganha. E não decide quem assume o custo: a empresa, o cliente ou o fornecedor na próxima negociação. Ela entrega o tamanho do problema e a data em que ele começou, não a escolha.
Recurso prático
Marcos do repasse e o dado que cada um exige
| Marco no tempo | Dado a registrar |
|---|---|
| Vigência do custo novo | data de início do novo preço de insumo, por item ou contrato, com a fonte do aviso |
| Decisão de repasse | data em que o preço de venda foi aprovado e quem aprovou |
| Repasse em vigor | data da primeira nota emitida com o preço novo, por item ou por cliente |
| Fim da absorção | data em que o volume vendido já saiu integralmente pelo preço novo |
O erro mais comum é comparar custo total com receita total do mês. A média mistura itens repassados a tempo com itens ainda absorvidos e não mostra onde intervir.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: vigência do custo · repasse de preço · margem absorvida · histórico de notas · política de preço. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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- Atendimento oneroso: onde o custo se concentra — atendimento oneroso
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