Resposta direta
Sem identificador de execução, a conciliação vira arqueologia. A saída é definir um código único por rodada, formado por sistema de origem, data, hora e sequência, e gravar esse código em tudo que a execução produz: registro, arquivo, log, resposta de erro e comprovante enviado ao outro lado. Com o mesmo valor nas duas pontas, a divergência deixa de ser debate e passa a ser busca por um item específico. O identificador não corrige dado errado nem substitui validação na entrada. Ele apenas torna o erro localizável.
- Objetivo
- Organizar um processo
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata o identificador de execução como campo de processo, gravado nas duas pontas, e não como recurso de ferramenta.
O que precisa estar definido antes da primeira rodada
O identificador de execução é um código composto, não um número solto. Ele junta sistema de origem, data, hora de início e uma sequência que não se repete, inclusive quando duas rodadas sobem no mesmo minuto. Quem gera o código é o sistema que dispara a execução, não o que recebe.
O código precisa ser gravado nos mesmos registros que ele identifica e também nos arquivos, logs e mensagens de erro daquela rodada. As duas pontas guardam o mesmo valor; sem isso, a conferência continua procurando agulha no palheiro. Também cabe definir o dono da integração, porque é essa pessoa que responde pela reprocessagem e pela decisão de repetir ou não uma rodada.
Rodada antiga sem código: como tratar o passado
Dados gerados antes da definição do identificador não recebem código retroativo confiável. O caminho é criar um código por janela de tempo, com base no período de fechamento, e marcar esses registros como origem separada. O código sintético não aponta a execução exata, mas limita a busca a um intervalo.
Essa marcação também evita misturar passado e presente na conciliação. Registros sem identificação ficam numa fila própria, com critério de encerramento definido: até que data se investiga e a partir de quando o volume passa a ser tratado como histórico encerrado.
O que o identificador não resolve
O código diz de onde o registro veio; não diz se o valor está certo. Regra de negócio divergente entre as áreas continua produzindo números diferentes com o mesmo identificador nas duas pontas. Validação na entrada, contrato de campos e acordo de significado seguem necessários.
O identificador também não corrige falha de quem não registra. Se o outro sistema descarta o código no recebimento ou reescreve o registro, a rastreabilidade termina ali. E ele não substitui a decisão sobre reprocessar: repetir uma rodada com o mesmo código pode duplicar dado já aceito, o que exige regra de idempotência combinada entre as partes.
Recurso prático
O que registrar em cada execução
- Código da rodada, combinando sistema de origem, data, hora e sequência
- Janela de dados processada, com início e fim do intervalo lido
- Contagem de registros lidos, aceitos, rejeitados e gravados
- Lista dos registros rejeitados, com o motivo por item
- Destino do envio e horário do retorno do outro sistema
- Responsável pela execução e por liberar a reprocessagem
- Versão do layout de troca usada naquela rodada
- Mensagem de erro íntegra, sem resumo, guardada por lote
O erro mais comum é gravar o código da execução só no sistema de origem. O outro lado recebe o dado sem o código e a conferência continua sem ponto de encontro.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: identificador de execução · conciliação · log de integração · lote de origem · comprovante de envio. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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