Resposta direta
Sem identificador de execução, o rastreio passa a ser reconstrução: junta-se horário do evento, chave de negócio do registro e rastro deixado nos logs das duas pontas. O objetivo não é achar um número de protocolo único, e sim formar um conjunto pequeno de evidências que aponte onde o registro parou. Isso exige que cada sistema registre horário, chave e resultado de forma consistente. Quando isso não existe, a conclusão é que a integração precisa passar a gravar esse mínimo antes de qualquer tentativa de investigação.
- Objetivo
- Diagnosticar
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: As outras páginas do tema tratam de decidir, perceber ou comparar antes de integrar; esta trata de reconstruir uma execução já ocorrida quando falta o identificador.
O que substitui o identificador
Quando não existe número de execução, o rastreio deixa de ser uma busca por protocolo e passa a ser uma reconstrução. Três elementos fazem esse papel: o horário do evento em cada ponta, a chave de negócio que identifica o mesmo registro nos dois sistemas e o rastro deixado nos logs de envio e de recebimento.
Nenhum deles basta sozinho. Horário sem chave abre um intervalo largo demais para servir de prova. Chave sem horário não diz em qual tentativa o registro falhou. Log sem os dois não permite ligar a mensagem ao registro de negócio.
A janela estreita o campo de busca
A reconstrução começa pelo par de horários do mesmo registro: quando saiu da origem e quando apareceu, ou deveria aparecer, no destino. A diferença entre os dois define uma janela. Tudo que estiver fora dela pode ser descartado sem prejuízo.
Dentro da janela, filtra-se por chave de negócio e por resultado, separando sucesso, erro e reprocessamento. O que sobra é um conjunto pequeno de eventos candidatos. Na maioria dos casos não se chega a um único evento, e sim a poucos, e a diferença entre eles é a pergunta que a investigação precisa responder.
O que a reconstrução não prova
A janela aponta candidatos, não causa. Dois eventos próximos podem ter a mesma chave e horários parecidos, e o método não decide qual deles produziu a falha. Ele reduz o campo de investigação; não substitui a verificação no sistema que gerou o erro.
O método também depende de retenção. Se os logs são sobrescritos em pouco tempo, o rastreio só funciona enquanto o registro ainda existe. E se a chave de negócio muda entre as pontas, porque o destino cria um código próprio, não há como correlacionar sem uma regra de correspondência definida antes da falha acontecer.
Recurso prático
Janela de rastreio por chave de negócio
janela = horario_destino - horario_origem; pendente quando janela > tolerancia; candidatos = eventos entre horario_origem e horario_destino com a mesma chave_negocio
- horario_origem
- data e hora
- momento em que o registro foi enviado ou gravado no sistema de origem
- horario_destino
- data e hora
- momento em que o mesmo registro aparece, ou deveria aparecer, no sistema de destino
- tolerancia
- minutos
- atraso admitido entre origem e destino antes de o registro ser tratado como pendente
- chave_negocio
- texto
- campo que identifica o mesmo registro nas duas pontas, como documento, contrato ou código de pedido
O erro mais comum é usar o horário de gravação no banco como horário do evento. Em filas e reprocessamentos, a gravação pode ocorrer bem depois do envio, o que desloca a janela e faz o log correto parecer fora do intervalo.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: identificador de correlação · chave de negócio · janela de rastreio · log de integração · horário de evento. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Integrações, sistemas e qualidade de dados — Página central do tema
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