Resposta direta
Dono de um caso de uso de IA é o papel que decide o que entra em produção, o que fica de fora e quem responde quando o resultado não aparece. Sem essa definição, a demanda circula entre áreas e perde prazo. O caminho é registrar o caso, nomear um responsável com alçada sobre dados, orçamento e operação, e fixar o que ele decide sozinho e o que precisa escalar. Se ninguém aceitar o papel, o caso não deve seguir: fica em espera até existir responsável com tempo e alçada.
- Objetivo
- Organizar um processo
- Formato indicado
- Workshop executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata o dono como papel com alçada sobre dados, orçamento e resposta, em vez de patrocinador informal que só aprova o início.
De onde vem o caso de uso sem dono
A demanda costuma nascer em uma área e chegar à outra por encaminhamento. Fica registrada em planilha, mensagem ou pedido informal. Ninguém assume o resultado porque o pedido não veio com responsável.
Sem dono, o caso avança em partes: um testa, outro compra licença, um terceiro usa na rotina. Quando falha, não há a quem devolver. O primeiro passo é registrar o caso com data, área de origem e resultado esperado, mesmo que o responsável ainda esteja indefinido.
O que o papel de dono exige
Dono não é quem aprova no início. É quem decide o que entra em produção, o que fica fora e quem responde quando o resultado não aparece. Essa decisão precisa de alçada sobre dados, orçamento e operação.
A alçada fica por escrito: o que o dono decide sozinho e o que escala para a diretoria. O tempo reservado do cargo para acompanhar o caso também entra no registro. Responsabilidade sem tempo alocado não se sustenta na rotina.
Quando definir o dono não basta
Definir o dono não corrige base sem qualidade, processo confuso nem área que evita assumir. Se o caso depende de dado ruim, o mandato vira apagar incêndio e não entrega operação estável.
Também não resolve caso que cruza duas áreas com orçamentos separados, nem decisão acima da alçada de quem foi nomeado. Nesses casos o papel pede patrocínio executivo. E se ninguém aceitar, o caso deve ficar em espera: seguir sem dono apenas transfere o custo para quem usa.
Recurso prático
O que fica sob o dono do caso de uso
| Item | O que o dono decide |
|---|---|
| Fonte de dados | quais bases entram, quem autoriza o acesso e até quando a permissão vale |
| Orçamento e custo | quanto pode ser gasto por ciclo e de qual área sai o valor |
| Resposta ao erro | quem interrompe o uso, quem corrige e quem avisa a área afetada |
O erro mais comum é tratar o dono como patrocinador: alguém que aprova o início do caso e desaparece quando ele falha na rotina. Sem alçada sobre dados, orçamento e interrupção, o papel não passa de assinatura em ata.
Conceitos usados nesta página
- Alçada de decisão — Alçada de decisão é o limite explícito de autonomia de cada papel: o que a pessoa decide sozinha, o que decide com apoio e o que obrigatoriamente sobe para outra instância.
- Matriz de responsabilidade — Matriz de responsabilidade é a representação explícita de quem executa, quem aprova, quem é consultado e quem precisa ser informado em cada etapa de um processo.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: dono do caso de uso · alçada de decisão · matriz de responsabilidade · critério de entrada em produção · orçamento operacional. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Workshop executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- IA aplicada e agentes — Página central do tema
- Quando regras simples resolvem melhor que IA — não saber por onde começar
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