Resposta direta
A retenção do log começa por uma pergunta de uso, não por um prazo copiado. O caminho é levantar o que cada automação já registra, separar o que tem leitor do que não tem e nomear os usos que exigem guarda: reconstruir um incidente, atender auditoria, conferir cobrança, provar autorização. O horizonte mais longo entre esses usos define a política. Onde não há obrigação nem uso declarado, o critério é custo e risco. A decisão precisa de um responsável pelo prazo e outro pelo descarte.
- Objetivo
- Diagnosticar
- Formato indicado
- Workshop executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a retenção como decisão de uso e responsabilidade, começando pelo levantamento do log que já existe antes de fixar qualquer prazo, ponto ausente nas demais páginas do tema
O que já existe antes de qualquer prazo
Antes de escolher um prazo, o trabalho é levantar o que já é registrado. Cada automação grava algo: execução, erro, entrada, saída, quem disparou a ação. Parte disso fica no sistema de origem, parte no servidor da própria automação, parte em nenhum lugar.
Esse levantamento produz três listas: o que existe e ninguém lê, o que existe e é lido por alguém, e o que deveria existir e não existe. A decisão de retenção só faz sentido depois dessa separação.
Critérios que sustentam o prazo
O prazo de guarda responde a usos concretos. Reconstruir um incidente, atender uma auditoria, conferir uma cobrança, provar quem autorizou uma ação. Cada uso pede um horizonte diferente, e o mais longo costuma definir a política.
Onde não há obrigação externa nem uso declarado, o critério passa a ser custo e risco. O que deve ser medido é o volume gerado por período e o custo de mantê-lo disponível, não um número escolhido por hábito.
O que a definição de retenção não resolve
Definir retenção não melhora o conteúdo do log. Um registro incompleto continua incompleto por mais tempo. Se o campo que identifica a origem da ação não é gravado, guardar o arquivo por mais tempo não resolve a investigação.
A política também não cobre o que nunca foi registrado nem substitui o controle de acesso. Retenção é decisão sobre guarda e descarte. Quem lê, integridade e proteção contra alteração ficam em outro lugar e exigem decisão própria.
Recurso prático
Roteiro para diagnosticar retenção de log
- Liste cada automação em operação e o que ela registra: início, fim, erro, entrada, saída e autor da ação.
- Marque onde cada registro fica hoje: sistema de origem, servidor da automação, arquivo local ou nenhum destino.
- Separe o que é lido por alguém, o que existe sem uso e o que deveria existir e falta.
- Nomeie os usos que exigem o log: reconstruir incidente, atender auditoria, conferir cobrança, provar autorização.
- Identifique quem decide o prazo e quem responde pelo descarte, com nome de área, não de cargo vago.
- Registre a data da última revisão da política e o evento que obriga nova revisão.
O erro mais comum é copiar o prazo de outra área ou de um fornecedor sem conferir se os usos são os mesmos. Retenção sem uso declarado vira custo de armazenamento e nenhuma resposta em auditoria.
Conceitos usados nesta página
- Trilha de auditoria — Trilha de auditoria é o conjunto de registros que permite reconstruir quem fez o quê, quando e com qual dado — inclusive depois que o resultado já foi usado.
- Registro de execução — Registro de execução é a evidência de que uma rotina, automação ou tarefa rodou — com identificador, data, insumo, resultado e responsável.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: prazo de retenção · trilha de auditoria · política de descarte · log de execução · responsável pela guarda. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Workshop executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Governança e controle de automação — Página central do tema
- Incidentes de automação: como registrar e apr… — incidentes sem registro
- Acessos de automação: qual modelo de restriçã… — acessos excessivos
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