Resposta direta
O reajuste aceito sem conferência se mede pela diferença entre o preço praticado e o preço que a regra contratual produziria. O cálculo precisa de três insumos: a regra escrita, o índice ou critério aplicável e a data-base. Sem esses três, o valor pago não é conferível, e a medição vira opinião. O indicador útil é o valor pago acima da regra, por fornecedor e por família de compra, acumulado no período. Ele mostra onde a aprovação automática custa dinheiro e onde o controle funciona.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Mede o reajuste já aceito pela distância entre preço praticado e regra contratual, não pela qualidade da cotação.
A regra escrita é o primeiro dado
Reajuste aceito sem conferência costuma indicar ausência de regra escrita. O contrato pode prever índice, mas não dizer qual série, qual período ou qual data-base. Nesse cenário, cada aprovação usa um critério diferente, e o valor pago deixa de ser comparável.
O passo anterior à medição é o levantamento do que existe: cláusula de reajuste, aditivo, acordo de preço registrado em mensagem, tabela aprovada. O que não estiver documentado entra como exceção, não como padrão. A medição precisa separar reajuste previsto de reajuste concedido por conveniência operacional.
A diferença em reais, não o percentual
Cada linha de compra precisa ligar preço praticado, data de aplicação e regra aplicável. O cálculo devolve um valor em reais por nota, que soma por fornecedor e por família. Percentual isolado engana, porque mistura mudança de volume, de mix e de preço.
O indicador útil é o valor pago acima da regra, acumulado no período, junto com a contagem de linhas sem regra identificada. A leitura por fornecedor mostra onde a aprovação automática pesa mais. A leitura por família mostra onde falta contrato. Quem assinou a aprovação precisa constar do registro.
O que a medição não devolve
Medir não recupera o que já foi pago e não prova má-fé de ninguém. Também não substitui negociação nem revisão de contrato. Em bases pequenas, a diferença pode ser ruído de arredondamento ou de data de entrega, e o indicador perde utilidade.
Quando não existe regra escrita em parte relevante da base, o resultado mede apenas a distância entre práticas. Serve para priorizar onde formalizar, não para afirmar quanto foi perdido. Fornecedor exclusivo e compra pontual ficam fora do alcance do cálculo.
Recurso prático
Do preço pago à diferença em reais
- Separação, por nota fiscal, do preço praticado e da data em que o novo valor passou a ser cobrado.
- Recálculo do preço pela regra contratual, com índice, período e data-base explícitos na mesma linha.
- Apuração da diferença em reais por fornecedor e por família de compra, antes de qualquer conversa comercial.
- Classificação da diferença entre regra ausente, índice trocado, data-base errada e aplicação fora do prazo.
O erro mais comum é comparar o reajuste com o índice do mês da compra, e não com o índice e a data-base que o contrato define.
Conceitos usados nesta página
- Alçada de decisão — Alçada de decisão é o limite explícito de autonomia de cada papel: o que a pessoa decide sozinha, o que decide com apoio e o que obrigatoriamente sobe para outra instância.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: reajuste contratual · memória de cálculo · data-base · índice de reajuste · alçada de aprovação. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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