Resposta direta
O aumento só pode ser atribuído à margem quando o preço pago e o volume comprado antes e depois do reajuste são comparados item a item. Mede-se o efeito pela diferença de preço unitário aplicada à quantidade do período, e confronta-se esse valor com o repasse feito ao cliente. Sem essa separação, o reajuste se mistura a variação de mix, volume e frete. O que resta sem explicação é absorção. A medição registra o valor absorvido, não decide o que fazer com ele.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Isola o efeito de um reajuste de fornecedor por item, separando reajuste, volume e repasse, em vez de comparar o gasto total entre períodos.
Onde o reajuste deixa de ser visível
Um reajuste de fornecedor entra no resultado junto com outras variações. Volume comprado, mix de itens, frete, prazo de pagamento e câmbio mudam no mesmo período. O valor da nota cresce e a margem cai, mas a causa fica distribuída entre fatores tratados no mesmo nível.
A primeira decisão é definir o item de comparação. Se o reajuste é por código de produto, a medição precisa do mesmo código nos dois períodos. Se o fornecedor reajusta a linha inteira, o item passa a ser a família de produtos, com o peso de cada código no gasto.
Atribuição item a item
Para cada item, calcula-se a diferença entre o preço unitário praticado antes e depois. Essa diferença, multiplicada pela quantidade do período em análise, dá o valor do reajuste em reais. A soma dos itens forma o efeito total do fornecedor.
Esse efeito é confrontado com o repasse de preço ao cliente no mesmo item. O que o repasse não cobre é absorção. O restante, quando existe, foi compensado por volume, troca de fornecedor ou redução de outra despesa do item, e precisa aparecer separado.
O que o cálculo não resolve
O número mostra o que foi absorvido, não por que a decisão foi tomada. Ele não indica se o reajuste era legítimo, se havia alternativa de compra ou se o preço de venda deveria ter subido. Isso depende de contrato, prazo e posição de negociação, que ficam fora do cálculo.
A medição também não corrige base incompleta. Se o preço unitário por item não existe no período anterior, ou se a nota mistura itens com reajustes diferentes, o resultado vira estimativa. Nesses casos, é melhor registrar a limitação e a data a partir da qual a comparação passa a ser confiável do que apresentar um número frágil como definitivo.
Recurso prático
Efeito do reajuste e absorção por item
Efeito do reajuste = (P_atual - P_anterior) x Q_periodo; Absorcao = Efeito do reajuste - Repasse ao cliente
- P_anterior
- R$ por unidade
- preço unitário praticado pelo fornecedor no período anterior ao reajuste, no mesmo item comparado
- P_atual
- R$ por unidade
- preço unitário praticado após o reajuste, no mesmo item e na mesma condição de compra
- Q_periodo
- unidades
- quantidade comprada do item no período em análise
- Repasse ao cliente
- R$
- valor do reajuste transferido ao preço de venda do mesmo item no mesmo período
O erro mais comum é comparar o gasto total do fornecedor entre dois períodos. O total mistura reajuste, volume e mix, e por isso não separa o que foi absorvido. A comparação precisa ser por item ou por família com peso definido.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: preço unitário de compra · volume comprado por período · repasse ao preço de venda · família de itens com peso no gasto · absorção na margem. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Margem, custos e eficiência econômica — Página central do tema
- Iniciativas em andamento: onde falta critério… — investimento sem critério de retorno
- Investimento sem retorno claro: como comparar… — investimento sem critério de retorno
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