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Soluções · Integrações, sistemas e qualidade de dados

Sistema antigo mantido só pelo histórico: como medir

Como medir um sistema antigo que só continua existindo por causa do histórico?

Resposta direta

Mede-se o sistema antigo por três contas: quanto custa mantê-lo de pé, quanto ele é consultado de fato, e quanto custaria extrair o histórico para outro lugar. Custo inclui licença, infraestrutura, horas de quem sabe mexer nele e o risco de essa pessoa sair. Uso se mede por consultas registradas, não por reclamações de quem pede. O que define manter ou desligar é a distância entre o custo fixo e o número real de consultas, não a idade do sistema.

Objetivo
Explicar medição
Formato indicado
Projeto de implementação
Atualizado em

O que esta página acrescenta: Mede o sistema antigo pela frequência real de consulta ao histórico e pelo custo fixo de mantê-lo vivo, e não pela idade da base.

O que pesa na manutenção de um sistema antigo

O custo de manter um sistema antigo raramente está na licença. Está nas horas de quem conhece a base, nos ajustes que ninguém documentou e no tempo gasto para atender pedidos de histórico. Esse trabalho costuma estar diluído em várias pessoas e não aparece em nenhum relatório.

Do outro lado, o uso precisa ser contado pelo que deixa registro. Acesso ao relatório, exportação gerada, consulta no banco. Pedido por telefone ou mensagem não conta como uso, porque não permite medir frequência nem repetição.

O que a medição não resolve

Medir custo e uso não decide se o histórico pode ser descartado. Existe dado que a lei ou o contrato obriga a guardar, e isso independe de quantas vezes foi consultado. Um sistema pode ter custo alto por consulta e ainda assim ter de ficar de pé.

A medição também não captura o risco de perder quem entende do sistema. Quando uma só pessoa sabe operar a base, o custo real inclui a dificuldade de substituí-la, e nenhuma fórmula de consulta por período mostra esse risco.

Critério para manter, extrair ou desligar

A decisão fica mais simples quando se separa o que é histórico obrigatório do que é consulta ocasional. O obrigatório define o que precisa sobreviver. O ocasional define o que pode virar arquivo morto ou extração pontual.

Cada uma dessas escolhas tem um dono. Quem responde pela guarda legal do dado não é o mesmo que responde pela operação do sistema. Sem essa divisão, a medição vira um número sem decisão atrelada.

Recurso prático

Custo por consulta ao histórico

Custo por consulta = (Licença + Infraestrutura + Horas de manutenção × Valor da hora) ÷ Consultas no período

Licença
R$/ano
Valor pago para o sistema antigo continuar disponível, mesmo sem uso.
Infraestrutura
R$/ano
Servidor, armazenamento e backup necessários para manter a base acessível.
Horas de manutenção
h/ano
Tempo de quem entende do sistema para mantê-lo funcionando e atender pedidos de histórico.
Valor da hora
R$/h
Custo interno da pessoa que mantém o sistema, já com encargos.
Consultas no período
consultas/ano
Acessos registrados ao histórico, contando consultas e extrações geradas.

O erro mais comum é contar pedido verbal como consulta. Só entra na conta o acesso que deixa registro. Sem esse número, o custo por consulta fica subestimado e o sistema parece mais barato do que é.

Sobre o que está escrito aqui

Conceitos relacionados: sistema legado · custo de manutenção · base histórica · frequência de consulta · extração de dados. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.

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