Resposta direta
O sistema antigo continua no ar porque alguém ainda retira dele uma informação que não existe em outro lugar. O ponto de partida é listar cada consulta feita, quem a faz, com que frequência e o que acontece se ela faltar. Cada uma se encaixa em uma de três categorias: pode virar relatório congelado, pode migrar para o sistema atual, ou precisa do legado vivo. A definição de quem responde pela base e de quem revisa essa lista vem depois. Sem o inventário, a discussão vira preferência técnica; com ele, vira decisão sobre acesso a dado histórico.
- Objetivo
- Organizar um processo
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata o legado como acesso a dado histórico com dono e revisão, e não como problema de tecnologia a ser substituído.
O que a consulta ao histórico realmente exige
Boa parte das leituras do sistema antigo repete sempre o mesmo recorte, no mesmo período, e aceita virar relatório fixo. Esse tipo de consulta não precisa do sistema ligado, apenas do resultado guardado em local confiável.
O que não aceita congelamento é a consulta que cruza dado antigo com dado que muda hoje. Essa é a que decide se o legado precisa seguir operando.
Separar as duas coisas evita tratar manutenção e desligamento como a mesma decisão.
Quem responde pela base herdada
Enquanto o sistema está no ar, alguém precisa responder por ele. Sem dono definido, cada erro de leitura vira investigação sem responsável e o sistema sobrevive por inércia.
Nomear o responsável pela base antiga e pelo inventário de consultas é mais útil do que fixar uma data de desligamento. A data depende do inventário, não o contrário.
A revisão da lista precisa de periodicidade definida, para que consultas extintas saiam do escopo e o custo de manter o legado acompanhe o uso real.
O que essa organização não resolve
Organizar as consultas não corrige divergência entre o dado antigo e o atual, nem decide a migração de histórico. São trabalhos distintos, com critérios próprios.
Se a consulta depende de informação que só existe na base antiga e não pode ser reproduzida, o sistema continua necessário. O inventário apenas torna essa dependência explícita e mensurável.
Também não define prazo de desligamento nem economia de custo. Ele sustenta a decisão de manter, migrar ou congelar com o que foi efetivamente consultado.
Recurso prático
Fluxo para definir o que o sistema antigo precisa continuar respondendo
- Levantar cada consulta feita ao sistema antigo, identificando a tela, o relatório ou a extração que a origina.
- Registrar quem faz a consulta, qual decisão ela alimenta e que outra fonte poderia responder por ela.
- Classificar a consulta em relatório congelado, migrável para o sistema atual, ou dependente do legado vivo.
- Bloquear novas gravações e manter a base antiga em modo somente leitura.
- Nomear quem responde por dúvidas sobre a base antiga e quem revisa a lista de consultas.
- Marcar a data de revisão do inventário, separada da data de desligamento.
O erro mais comum é bloquear a escrita antes de saber quem lê. O acesso de leitura costuma ser a razão de o sistema continuar sendo mantido.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: sistema legado · consulta histórica · modo somente leitura · inventário de acessos · retenção de dados. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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