Resposta direta
A ruptura se mede pelo tempo em que o item esteve indisponível para quem precisava dele, não pela contagem de pedidos atrasados. O registro começa na data em que o saldo deixou de atender a demanda e termina na data em que houve disponibilidade real, com quantidade conferida. Cada evento precisa de item, quantidade demandada, quantidade não atendida, área afetada e causa apurada. A soma disso em uma janela fixa dá a taxa de atendimento. O número isolado não diz nada; o que orienta decisão é a comparação entre itens e entre períodos com a mesma regra.
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- Explicar medição
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
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O que esta página acrescenta: Delimita o evento de ruptura e a janela de medição, ponto que as demais páginas do tema não tratam.
O que entra no registro
Ruptura é o intervalo em que o item não estava disponível para a demanda real. Pedido em atraso é outra coisa: o material pode ter chegado depois do prazo e ainda assim não ter faltado. Misturar os dois infla o indicador e tira sua credibilidade na reunião de compras.
O registro mínimo tem data de início, data de fim, item, quantidade demandada, quantidade não atendida, área que sentiu a falta e causa atribuída. A causa é o campo mais frágil, porque costuma ser preenchido depois, por lembrança. Vale separar pelo menos três origens: consumo acima do previsto, reposição atrasada e saldo de sistema divergente do físico.
Janela fixa e comparação entre itens
A medição só compara se a janela for a mesma. Um mês de cinco semanas contra outro de quatro muda o resultado sem que nada tenha mudado na operação. O critério de janela e a regra de encerramento do evento precisam estar escritos antes da apuração, não depois de o número aparecer.
Para item crítico, o indicador mais útil é a taxa de atendimento por evento: quantas demandas foram atendidas na data em que foram feitas. O tempo total de indisponibilidade serve para priorizar qual item atacar primeiro. Os dois números respondem perguntas diferentes e não devem ser somados em um índice único.
O que a medição não resolve
Medir ruptura não define o estoque de segurança correto nem diz se o fornecedor é confiável. O indicador mostra onde a falta ocorreu e com que frequência. A decisão sobre nível de estoque depende de lead time, variação de consumo e custo de capital, que são outra conta e outro dono.
A medição também não substitui a conferência física. Com saldo de sistema errado, o registro aponta falta onde havia material e omite falta onde o saldo era fictício. Em item de baixo giro e alto valor, a contagem cíclica faz parte do dado, não é etapa posterior.
Recurso prático
Roteiro de apuração da ruptura de item crítico
- Definir o evento de ruptura: data em que o saldo disponível deixou de cobrir a demanda, com horário quando o consumo for diário.
- Encerrar o evento na primeira data com quantidade conferida e liberada para uso, não na data prevista de entrega.
- Preencher por evento: item, quantidade demandada, quantidade não atendida, área afetada, origem da demanda e causa atribuída.
- Classificar a causa em consumo acima do previsto, reposição atrasada, saldo de sistema divergente ou falha de cadastro do item.
- Apurar em janela fixa e comparar itens pela taxa de atendimento e pelo tempo total de indisponibilidade, sem fundir os dois em um índice único.
O erro mais comum é preencher a causa semanas depois, por memória, e ajustá-la ao número que já se esperava. Isso transforma o registro em justificativa e retira do indicador qualquer valor de decisão.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: ponto de pedido · estoque de segurança · lead time de reposição · taxa de atendimento · ordem de compra em aberto. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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