Resposta direta
Capacidade se mede pelo tempo disponível por pessoa e por tipo de trabalho, não pelo número de pessoas. O registro precisa de três blocos: horas disponíveis no período, horas já comprometidas com trabalho recorrente e horas restantes para demanda nova. O cálculo só vale se descontar férias, afastamentos, treinamento, reuniões fixas e o tempo consumido por interrupções. Sem esse desconto, o planejamento trabalha com uma capacidade que nunca existiu. A medida é uma fotografia do período, não um número permanente: muda a cada admissão, saída ou alteração de escopo.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata capacidade como estoque consumido ao longo do período, com o que registrar antes de aceitar nova demanda.
Por que o plano superestima a equipe
O cronograma costuma nascer da lista de demandas. Cada item recebe prazo e responsável. A capacidade entra como suposição: a equipe inteira fica tratada como tempo livre no mês. O que já consome esse tempo não aparece em lugar nenhum.
Trabalho recorrente, reuniões fixas, atendimento obrigatório e correções não entram na conta. Férias marcadas e afastamentos também ficam de fora. O plano soma demanda sobre uma capacidade que só existe no papel, e a diferença aparece depois, como atraso ou hora extra.
O que registrar e com que frequência
A unidade de medida é hora disponível por função dentro de um período. Duas equipes do mesmo tamanho podem ter disponibilidade bem diferente. O período pode ser semana, quinzena ou ciclo de fechamento, desde que seja sempre o mesmo, para permitir comparação.
Cada linha do registro tem um responsável por mantê-la. Quem aloca o trabalho atualiza o comprometido; quem responde pela equipe atualiza ausências e horas fixas. As categorias precisam permanecer iguais entre períodos, senão a série deixa de ser comparável e o número para de ser usado.
O que a medição de capacidade não resolve
Medir capacidade não cria capacidade. A medição mostra o que existe e o que já está comprometido. Se a decisão de aceitar mais demanda não mudar, o registro passa a ser consultado depois do problema, para explicar o atraso em vez de evitá-lo.
A medida também não é precisa em ambientes de demanda muito variável, onde cada entrega tem escopo próprio e o tempo depende de terceiros. Nesses casos, o registro funciona como faixa, não como valor exato. E nenhum número substitui a decisão sobre o que deixar de fazer.
Recurso prático
O que entra no cálculo de capacidade disponível
| Componente | O que entra no cálculo |
|---|---|
| Horas contratadas | Jornada por pessoa somada por função no período, conforme o que está previsto em contrato |
| Horas indisponíveis | Férias, afastamentos, licenças, treinamento e feriados já marcados no período |
| Horas fixas de operação | Reuniões recorrentes, atendimento obrigatório, rotinas de fechamento e suporte interno |
| Horas comprometidas | Trabalho recorrente já assumido, com prazo e responsável definidos |
| Horas de interrupção | Telefone fora do fluxo, correções, dúvidas de outras áreas e pedidos urgentes |
| Capacidade para demanda nova | Diferença entre horas contratadas e a soma dos componentes anteriores |
O ponto ignorado é a diferença entre horas contratadas e horas realmente disponíveis. Planejamento que trata a primeira como se fosse a segunda projeta prazos que a operação não alcança.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: horas disponíveis por função · trabalho recorrente já comprometido · ausências e afastamentos · interrupções não planejadas · capacidade para demanda nova. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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