Resposta direta
A capacidade é ignorada quando o plano é montado a partir das demandas recebidas, sem descontar o tempo já comprometido com rotina, suporte e interrupções. O diagnóstico compara, pessoa por pessoa, as horas disponíveis no período com a soma do que já foi atribuído a cada uma. A diferença indica a fila. Três dados sustentam a análise: quanto do tempo é consumido por trabalho recorrente, quantas pendências seguem abertas e quanto do esforço está concentrado em poucas pessoas. Quando a soma atribuída supera a disponível, o atraso já existe no plano, não é falha de execução.
- Objetivo
- Diagnosticar
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Compara o que foi atribuído com o que existe disponível por pessoa, e define o que medir antes de aceitar novo prazo.
Onde a capacidade desaparece antes do projeto começar
Todo planejamento parte de uma lista de entregas. Poucos partem do tempo que já está comprometido. Suporte, correções, pedidos urgentes e obrigações recorrentes consomem parte da semana antes de qualquer projeto novo entrar. Quando esse consumo não é descontado, o plano nasce com mais trabalho do que cabe.
O sinal mais visível é o plano que só fecha no papel. Na prática, as entregas novas avançam nos intervalos entre as demandas que continuam chegando. Quem executa percebe a diferença. Quem planeja costuma ver apenas o atraso no fim do ciclo.
Comparar o que foi atribuído com o que existe disponível
A comparação é simples de montar e incômoda de olhar. Para cada pessoa, some as horas atribuídas no período e subtraia o tempo consumido por trabalho recorrente, ausências e interrupções previsíveis. O que sobra é a capacidade que pode receber projeto.
Se a soma atribuída supera o que sobra, o excesso exige decisão: reduzir escopo, transferir responsabilidade, adiar entrega ou reforçar a equipe. Sem essa decisão, o excesso se transforma em atraso, e o atraso costuma ser lido como problema de desempenho.
O que a comparação não resolve
A conta de capacidade não define prioridade. Ela mostra que o volume não cabe, não qual entrega deve sair. Essa escolha depende de critério de negócio e de quem responde pela decisão.
Também não elimina a variação. Demandas urgentes continuam surgindo e deslocando o plano. O que a medição faz é tornar o deslocamento visível, para que trocar uma entrega por outra seja uma decisão registrada, e não um efeito colateral do dia. Em ambientes com demanda muito instável, a medição precisa ser refeita a cada ciclo curto, ou perde validade.
Recurso prático
Sinais de plano acima da capacidade
| Sinal observado | O que medir |
|---|---|
| Plano fechado antes de listar quem executa | Horas disponíveis por pessoa no período, descontando rotina e ausências |
| Mesma pessoa aparece como responsável na maior parte das entregas | Quantas entregas dependem de uma única pessoa para andar |
| Atraso tratado como falha de execução | Soma atribuída no início do ciclo contra capacidade disponível no mesmo período |
| Entregas novas andando nos intervalos entre pedidos urgentes | Parte da semana consumida por suporte, correções e demandas não planejadas |
O erro mais comum é descontar apenas reuniões e esquecer o trabalho recorrente, que consome parte da semana antes de qualquer projeto começar. Também é frequente somar a capacidade da equipe como um bloco único, escondendo que o esforço está concentrado em poucas pessoas.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: capacidade disponível · horas comprometidas com trabalho recorrente · concentração de esforço · fila de pendências · alocação por pessoa. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
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