Resposta direta
O frete não repassado raramente aparece como uma linha errada. Ele se dilui na política de frete grátis, na negociação que embute o custo no desconto e no pedido em que o frete real supera o previsto. O caminho é confrontar, por pedido, o frete pago ao transportador com o frete cobrado do cliente e com o desconto concedido na mesma venda. Onde a soma não fecha, existe decisão comercial tomada sem preço. Medir isso por família de produto e por canal mostra se o problema é exceção ou regra.
- Objetivo
- Diagnosticar
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Confronta, no mesmo pedido, frete pago, frete cobrado e desconto concedido, com o nome de quem autorizou a exceção.
Onde a decisão de frete se separa da cobrança
O frete não repassado raramente nasce de um erro de cálculo. Nasce de três decisões tomadas em momentos distintos: a política que define quando o frete é grátis, a negociação que troca frete por desconto no preço e a expedição que usa uma tabela de custo diferente da considerada na proposta.
Cada decisão tem dono e registro próprios. Enquanto esses registros não são lidos juntos, o pedido aparece com margem bruta aceitável e deixa o custo de transporte no resultado do mês, sem contrapartida na receita.
A conta que precisa fechar no pedido
A unidade de análise é o pedido. Nele precisam estar, na mesma linha, o frete pago ao transportador, o frete cobrado do cliente e o desconto concedido na venda. Quando os três não fecham, a diferença tem causa nomeada: política, negociação ou divergência de peso e volume.
Nomear a causa muda a conversa. Sem isso, a discussão fica em preço de transporte, assunto do qual o comercial não participa. Com isso, a pergunta passa a ser quem autorizou a exceção e em que documento, que é o que permite separar falha de processo de escolha comercial consciente.
O que a conferência não decide
A conferência não diz se o frete grátis foi uma decisão correta. Mostra o custo e o autor. Se a política comercial usa frete como argumento de venda, o valor aparecerá como escolha, não como erro, e o julgamento disso é comercial, não contábil.
Ela também não corrige o preço do transporte. Frete mal comprado continua caro mesmo quando repassado corretamente, e essa é outra análise. Há ainda o caso em que o registro do frete pago e o da cobrança ficam em sistemas sem chave comum de pedido: aí o trabalho inicial é de registro, não de diagnóstico.
Recurso prático
O que a conferência por pedido precisa cruzar
- Frete pago ao transportador, frete cobrado do cliente e desconto da mesma venda na mesma linha do pedido.
- Separação entre pedidos com frete cobrado como linha própria e pedidos com frete embutido no preço do produto.
- Tabela de frete usada na cobrança comparada com a vigente na data da expedição.
- Nome de quem autorizou frete grátis ou desconto que absorveu o custo, com o registro dessa autorização.
- Peso e volume faturados comparados aos declarados no pedido, porque divergência de cubagem muda o custo sem mudar a cobrança.
- Devoluções e reentregas identificadas como cobradas do cliente ou assumidas pela operação.
O erro mais comum é comparar o frete médio do mês com a receita de frete do mês. A média esconde o pedido que sozinho consome a margem de vários outros e não aponta quem autorizou a exceção.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: frete pago ao transportador · frete cobrado do cliente · política de frete grátis · desconto na mesma venda · margem por pedido. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
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