Resposta direta
O prazo médio de recebimento se apura a partir de quatro campos por parcela: valor, data de emissão, data de vencimento e data de pagamento. Esses dados costumam existir, mas dispersos entre boleto, planilha e rotina de cobrança. A implementação começa por uma base única, com uma linha por parcela, e por uma regra escrita sobre ponderação e tratamento de títulos em aberto. O número só é confiável quando cobre um período fechado e declara a data de corte. Antes disso, indica tendência, não serve para fixar prazo de fornecedor ou limite de crédito.
- Objetivo
- Orientar implementação
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Põe o cálculo no nível da parcela e separa o prazo dos títulos liquidados do atraso dos títulos em aberto.
A base que o cálculo exige
O cálculo começa em uma linha por parcela, não por cliente nem por nota fiscal. Cada linha precisa de quatro campos: valor, data de emissão, data de vencimento e data de pagamento. Quando a parcela ainda não foi paga, a data de pagamento fica vazia e a linha é tratada à parte, com uma data de corte declarada.
A base precisa cobrir um período fechado, com começo e fim definidos. Misturar títulos de anos diferentes sem separar por período produz uma média que não descreve nenhuma operação. O mesmo vale para títulos renegociados: o vencimento original e o novo precisam ficar visíveis, senão o atraso desaparece do cálculo.
Ponderação por valor e efeito das parcelas em aberto
Média simples e média ponderada respondem perguntas diferentes. A simples trata cada título com o mesmo peso. A ponderada usa o valor como peso e se aproxima do efeito sobre o caixa. As duas podem ser calculadas e comparadas, desde que a regra de qual usar esteja escrita antes da leitura do resultado.
Parcela em aberto não tem prazo de recebimento, tem atraso. Contá-la como pagamento na data de corte puxa a média para baixo; ignorá-la esconde o problema. O caminho é publicar dois números: o prazo dos títulos liquidados e o atraso médio dos títulos em aberto, sempre com a data de corte ao lado.
O que o número não responde
O prazo médio não explica por que um cliente atrasa. Também não projeta o mês seguinte: descreve o que já aconteceu em um período fechado. Uma média única esconde a diferença entre clientes, canais e tipos de título, e é essa diferença que costuma orientar a negociação.
Com base curta ou incompleta, o indicador serve para acompanhar tendência, não para decidir limite de crédito ou prazo de fornecedor. Ele também não substitui o aging de recebíveis. São leituras complementares: uma resume o passado, a outra mostra onde o dinheiro está parado agora.
Recurso prático
Prazo médio de recebimento ponderado por valor
PMR = soma(valor da parcela x dias até o pagamento) / soma(valor das parcelas liquidadas), com dias contados da data de emissão até a data de pagamento
- valor da parcela
- R$
- valor líquido da parcela efetivamente recebida, sem retenções de imposto
- data de emissão
- data
- data em que a venda ou o serviço gerou o título
- data de pagamento
- data
- data da liquidação registrada pelo cliente, não a data de crédito em conta
- data de corte
- data
- data de referência usada para classificar a parcela como liquidada ou em aberto
- dias até o pagamento
- dias corridos
- diferença entre a data de pagamento e a data de emissão da parcela
O erro mais comum é calcular a média apenas sobre títulos pagos e apresentar o resultado como prazo da carteira inteira. Títulos em aberto e parcelas renegociadas ficam fora, e o número sai menor do que a operação real.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: prazo médio de recebimento · conta a receber · data de corte · aging de recebíveis · parcela em aberto. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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