Resposta direta
O prazo médio de recebimento se apura para trás, com o que já aconteceu. Toma-se um período encerrado, lista-se cada nota emitida e busca-se a data em que o valor entrou na conta. A diferença entre emissão e crédito é o prazo real. Notas ainda em aberto entram na conta com o prazo corrido até hoje, não com a data prometida. Só depois dessa apuração faz sentido projetar caixa: sem ela, a previsão trabalha com um prazo imaginado e erra a data de entrada do dinheiro.
- Objetivo
- Diagnosticar
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Parte do que já foi emitido e creditado para apurar o prazo, em vez de projetar o caixa ou discutir rotina de cobrança.
De onde o prazo começa a contar
A conta parte da data de emissão da nota, não do vencimento. Contar a partir do vencimento mede atraso, não prazo de recebimento, e apaga os dias que o cliente já usou entre a venda e o acordo de pagamento.
Do outro lado, o que fecha a conta é a data de crédito na conta bancária, não o aviso do cliente nem a data de compensação do boleto. A distância entre esses pontos costuma ser de alguns dias e é justamente a que desaparece quando o número é estimado de memória.
As notas que continuam em aberto
Uma lista só com o que já foi pago produz um prazo artificialmente curto, porque as notas mais atrasadas são exatamente as que ficam de fora. As pendências entram com o prazo corrido até a data da apuração.
Pagamento parcial e crédito sem identificação precisam de tratamento próprio: o primeiro entra pelo saldo restante, o segundo fica em lista de conciliação até ser ligado a uma nota. Somar esses valores ao total sem critério embaralha o resultado.
O que a reconstrução não resolve
A reconstrução descreve um período fechado. Ela não diz o que acontece no mês seguinte, sobretudo quando a carteira de clientes ou a política de prazo muda no meio do caminho. Serve como ponto de partida para a projeção, não como previsão.
Também não explica a causa do atraso. Um prazo médio alto pode vir de poucos clientes grandes, de um canal específico ou de falha na emissão da nota. E não substitui a leitura dos contratos: o prazo contratado pode divergir do que está registrado no sistema.
Recurso prático
Do documento ao prazo: a apuração em cinco passos
- Escolher um período já encerrado e listar todas as notas emitidas nele, com data de emissão, cliente e valor.
- Localizar no extrato a data de crédito de cada valor e registrar ao lado da nota correspondente.
- Classificar o que não foi localizado: nota em aberto, pagamento parcial, crédito sem identificação.
- Calcular o prazo de cada nota quitada e o prazo corrido das que seguem em aberto, contado até a data da apuração.
- Comparar o prazo obtido com o prazo contratado e separar a diferença por cliente ou por canal de venda.
O erro mais comum é medir do vencimento, e não da emissão, e deixar de fora as notas ainda em aberto. Isso encurta o prazo exatamente nos casos em que o atraso é maior.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: nota emitida · data de crédito · prazo contratado · título em aberto · conciliação bancária. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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