Resposta direta
Sem registro de premissa, a decisão não pode ser medida pelo resultado: o resultado mistura premissa, execução e acaso, e não separa as três. O que se mede é o processo, por sinais observáveis: custo de reversão, tempo até a primeira correção, número de alternativas comparadas e quem detinha o critério. A premissa também pode ser reconstruída por rastro: mensagem, planilha de custo, pedido de compra, mudança de meta. A medida sai do material, não da lembrança de quem decidiu, que é o pior registro disponível.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Mede a decisão pelo processo e pelo rastro que ela deixa, não pelo resultado que já aconteceu.
O rastro que a decisão deixa
Toda decisão deixa algum rastro, mesmo sem ata: mensagem trocada, planilha de custo, pedido de compra, meta alterada no acompanhamento, vaga aberta. O rastro serve para reconstruir o que se assumia sobre demanda, custo e capacidade, e em que data isso foi assumido.
A reconstrução tem regra: usar o material mais próximo da data da decisão. Mensagem do dia vale mais que explicação dada meses depois. Quando o rastro não existe, isso já é um dado. A empresa não consegue revisar o que fez.
O que se mede no lugar do resultado
A medição possível é de processo, não de acerto. Quatro sinais são observáveis: houve comparação entre alternativas; o custo de desfazer a decisão foi estimado; quanto tempo passou até a primeira correção; quem detinha o critério de escolha.
Cada sinal tem leitura própria. Comparar alternativas indica método. Custo de reversão indica exposição. Tempo até a correção indica velocidade de detecção. Dono do critério indica se a decisão é de processo ou de pessoa. Nenhum deles prova que a decisão estava certa.
Onde a medição para
A medição posterior não transforma decisão ruim em boa e não separa sorte de competência. Com poucas decisões comparáveis, o padrão não se sustenta. Também não substitui o registro: quem mede depois trabalha sempre com material incompleto.
Em decisão de alto custo de reversão, a leitura posterior chega tarde. Nesse caso o problema não é medir melhor, é registrar antes. A medição posterior serve para decisões repetidas, de custo reversível, em que há volume suficiente para comparar.
Recurso prático
Sinais que a decisão deixa e o que cada um mede
| Sinal observável | O que ele mede |
|---|---|
| Premissa escrita antes do gasto | se a decisão partiu de hipótese declarada ou de intuição |
| Custo de desfazer a decisão | quanto se perde se a aposta estiver errada |
| Tempo até a primeira correção | velocidade com que o erro aparece e é tratado |
| Quem detinha o critério de escolha | se a decisão depende de uma pessoa ou de um processo |
O erro mais comum é medir a decisão pelo resultado. Resultado positivo com processo fraco reforça uma prática que não se sustenta na próxima decisão.
Conceitos usados nesta página
- Critério de decisão — Critério de decisão é a base explícita sobre a qual uma escolha é feita: o que será considerado, com qual peso e o que elimina uma alternativa antes da comparação.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: premissa registrada · custo de reversão · critério de decisão · rastro da decisão · revisão pós-decisão. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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