Resposta direta
A contratação em período de experiência só faz sentido quando a decisão de efetivar está escrita antes do primeiro dia. Isso exige definir, para a função, três ou quatro entregas observáveis, quem avalia cada uma, que evidência fica guardada e em que data a decisão é tomada. Sem esse registro, a efetivação vira impressão pessoal e o desligamento vira surpresa para os dois lados. O critério não precisa ser sofisticado, precisa ser verificável por alguém além do gestor direto e valer igual para todos que ocupam a mesma função.
- Objetivo
- Orientar avaliação e contratação
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a efetivação como decisão com data e evidência registrada, e não como continuação automática da admissão ou do onboarding.
O que precisa estar escrito antes da assinatura
A função precisa de entregas observáveis, não de adjetivos. Bom atendimento não é entrega. Responder a solicitação de suporte no prazo combinado e registrar a resposta no chamado é.
Junto com as entregas, é preciso nomear quem observa cada uma, que evidência fica arquivada e em que data a decisão ocorre. Quando o trabalho passa por outras áreas, quem recebe a entrega também registra. O gestor direto sozinho tende a avaliar presença e simpatia.
O acompanhamento que produz evidência
Duas conversas costumam bastar. Uma no início, para alinhar as entregas e o padrão de cada uma. Outra antes da metade, para dizer o que está dentro e o que está fora, enquanto ainda há tempo de corrigir.
O registro não precisa de formulário longo. Três linhas por entrega, com data e exemplo concreto, sustentam a decisão sem depender de memória. Desvio apontado no prazo muda a natureza da conversa final: deixa de ser justificativa e passa a ser confirmação.
O que o critério não resolve
Critério escrito não substitui gestão. Se ninguém acompanha o trabalho durante o contrato, o registro vira ficção produzida na véspera. Também não corrige seleção malfeita: nenhum critério transforma em adequada uma contratação que nunca deveria ter acontecido.
Em funções cujo resultado aparece depois de meses, o período mede o que é observável no começo, como método, organização e relação com o time, e não o resultado final. A decisão de efetivar continua carregando incerteza que o critério reduz, mas não elimina. Dúvida sobre base legal de desligamento é outra conversa, com outra responsabilidade.
Recurso prático
Fluxo de decisão da efetivação
- Descrever três ou quatro entregas da função e o padrão que separa aceitável de insuficiente em cada uma.
- Nomear quem observa cada entrega, que evidência fica guardada e em que data a decisão será tomada.
- Marcar duas conversas de acompanhamento e registrar por escrito o que foi combinado e o que foi observado.
- Decidir na data prevista a partir do registro, incluindo a possibilidade de não efetivar.
- Comunicar a decisão e o motivo antes do último dia do contrato, com o mesmo registro que sustentou a avaliação.
O erro mais comum é deixar a avaliação para a véspera do prazo, quando já não há tempo de corrigir rota nem de produzir evidência que não seja reconstrução de memória.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: período de experiência · critério de efetivação · registro de avaliação · entregas observáveis · contrato de trabalho. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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