Resposta direta
O log precisa de uma classificação antes de existir ferramenta. Cada evento registrado deve carregar um nível declarado por quem escreveu a rotina, não inferido depois por quem lê o arquivo. Na prática, isso significa definir um conjunto pequeno de níveis, atribuir responsabilidade pela escolha e tratar a mudança de nível como alteração de contrato. Sem esse acordo, o log vira texto corrido: falhas e avisos se misturam, o filtro perde sentido e a leitura passa a depender de quem já conhece a integração.
- Objetivo
- Organizar um processo
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a severidade como decisão de projeto da rotina, com critério por nível e ponto de revisão, em vez de discutir monitoramento ou escolha de ferramenta.
Quem define o nível antes do evento acontecer
Cada rotina de integração tem um dono. Esse dono escolhe o nível no momento em que escreve o tratamento do evento, não o analista que abre o arquivo dias depois. A escolha vira parte do contrato da rotina e muda quando o comportamento muda.
Um conjunto pequeno costuma bastar: falha, alerta e informação. Falha interrompe o fluxo e exige ação. Alerta permite continuar, mas pede conferência. Informação serve para reconstruir o caminho. Se tudo é falha, nada é falha.
O que a linha precisa conter para ser lida depois
Sem campo de nível, a leitura depende do texto da mensagem. Uma linha precisa dizer quando ocorreu, qual rotina gerou, qual registro estava em trânsito, de onde veio, para onde ia, o nível atribuído e o que o processo fez em seguida.
Identificador do registro e destino da ação são o mínimo para reprocessar sem abrir o sistema de origem. Dado pessoal e credencial não entram no log. Quando a linha precisa de contexto, o contexto é um código, não um texto livre.
O que a classificação não resolve
Nível não descobre falha que nunca foi registrada. Rotina que engole exceção e segue adiante produz log limpo e operação errada. Classificar também não substitui teste nem conferência de saldo entre origem e destino.
Em integração pequena, com poucas execuções por dia, a leitura direta do arquivo pode resolver. A estrutura só compensa quando há volume, mais de uma pessoa lendo ou histórico de incidente. E nenhum nível impede que o time ignore o alerta.
Recurso prático
Níveis mínimos do log e o critério de cada um
| Nível | Critério para atribuir |
|---|---|
| Falha | Fluxo interrompido. O registro não chegou ao destino e a rotina não segue sem intervenção. |
| Alerta | Fluxo concluído com ressalva. O registro chegou, mas com campo vazio, conversão duvidosa ou repetição. |
| Informação | Fluxo concluído dentro do esperado. Serve para reconstruir a trilha e comparar volumes entre origem e destino. |
O erro mais comum é classificar pelo texto da mensagem. A mesma palavra pode indicar falha em uma rotina e aviso em outra. O nível pertence à regra da rotina, não ao vocabulário do erro.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: nível de severidade · evento de integração · contrato da rotina · fila de reprocessamento · revisão de log. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Integrações, sistemas e qualidade de dados — Página central do tema
- Dados desatualizados: métricas para quantific… — dados desatualizados
- Dados desatualizados: o que exigir ao contrat… — dados desatualizados
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