Resposta direta
A medição parte de comparar duas evidências da mesma mudança: o que o sistema grava e o que a operação consegue confirmar por outro caminho. O resultado útil não é um percentual exato, mas a proporção entre mudanças detectadas e mudanças registradas, medida em uma amostra de período definido. Se essa proporção não pode ser calculada, o primeiro passo é criar a segunda evidência, por extrações periódicas ou conferência de campo, para que a comparação exista. Sem isso, qualquer número sobre histórico faltante é estimativa.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a medição do registro ausente como comparação de evidências, e não como leitura de log
O que conta como alteração não registrada
Alteração não registrada é toda mudança de dado que a operação precisou fazer e que o sistema não guardou de forma recuperável. Inclui ajuste feito fora do fluxo, correção aplicada direto na base e mudança em campo que o mecanismo de auditoria não cobre.
Há três situações distintas. A mudança que ocorreu e não deixou rastro. A mudança que deixou rastro, mas sem autor e sem motivo. E a mudança gravada em campo que não preserva o valor anterior. Cada uma exige medição diferente.
Medir exige uma segunda evidência
Comparar extrações do mesmo cadastro em datas diferentes mostra o que mudou entre as fotos, ainda que o log esteja incompleto. Conferir um campo com a área que o mantém revela a alteração que passou por fora do sistema.
O indicador prático é a razão entre mudanças observadas pelas duas fontes e mudanças presentes no registro. O denominador importa tanto quanto o numerador. Sem saber quantas mudanças deveriam existir, a medição vira opinião.
O que a medição não resolve
A medição não recupera o que não foi gravado. Ela dimensiona a lacuna e mostra onde ela se concentra. Reconstituir o histórico perdido depende de fontes externas e, em muitos casos, não é possível.
Também não se aplica quando a mudança nunca teve valor anterior relevante, como campo recém-criado, ou quando o custo de instrumentar supera o risco da perda. Nesses casos, a decisão é registrar a partir de agora e assumir a lacuna anterior como limite conhecido.
Recurso prático
Fontes de evidência para medir alteração não registrada
| Fonte de evidência | O que ela mede de fato |
|---|---|
| Campo de data de última modificação | Confirma que houve mudança e quando, mas sobrescreve a anterior; mede existência, não sequência |
| Tabela de log da aplicação | Registra apenas os eventos que a aplicação decidiu gravar; mede a cobertura do que foi instrumentado |
| Comparação entre extrações do cadastro | Revela o que mudou entre duas fotos do dado, mesmo sem log; mede o intervalo entre as extrações |
| Conferência de campo com a área responsável | Mostra a mudança feita fora do fluxo; mede o que passou por fora do sistema |
O ponto ignorado é que o campo de última modificação apaga a versão anterior, então ele nunca serve como histórico, apenas como aviso de que algo mudou.
Conceitos usados nesta página
- Trilha de auditoria — Trilha de auditoria é o conjunto de registros que permite reconstruir quem fez o quê, quando e com qual dado — inclusive depois que o resultado já foi usado.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: log de auditoria · campo de data de modificação · valor anterior do registro · extração periódica para conferência · reconciliação de eventos entre fontes. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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