Resposta direta
A medição começa por um lote de correções, não pelo total de registros. As correções de um período são separadas por sistema de origem e conferidas uma a uma no sistema de destino. O indicador é a proporção de correções que chegaram ao destino dentro do prazo acordado, acompanhada da lista das que não chegaram. Comparar totais entre sistemas mede pouco: dois números podem coincidir com erros diferentes. O que se acompanha é o caminho de cada correção, com data, responsável e evidência de que o valor no destino mudou.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Desloca a medição do total de registros para o caminho de cada correção, com lote, prazo e evidência.
O evento que se conta
Comparar a quantidade de cadastros nos dois sistemas não diz se uma correção chegou. O que se conta é o evento de correção: qual campo mudou, de qual valor para qual valor, em que data, por quem e em qual sistema. Sem esse registro, a medição vira reconstrução por memória ou por conversa.
Um lote de auditoria é uma amostra fechada de correções de um período. Ele precisa ter começo e fim, e não pode ser escolhido pelas correções que já se sabe que funcionaram. A lista de correções abertas no período, extraída do próprio sistema, é a fonte mais confiável para montar o lote.
Chegou significa valor igual, não registro existente
Um cadastro pode existir nos dois sistemas com o mesmo identificador e ainda assim carregar o valor antigo em um campo. A verificação é por campo: o valor no destino, na data da conferência, é igual ao valor corrigido na origem. Registro presente não é evidência de correção propagada.
O prazo faz parte da medida. Sem janela definida, toda correção pendente pode ser tratada como atraso ou como exceção, conforme a conveniência. A janela é acordada entre as áreas donas dos dois sistemas e registrada junto com o resultado do lote.
O que a medição não resolve
Medir a propagação não corrige a falta de integração nem impede que o valor antigo volte. Se o sistema de destino recebe atualização de outra fonte, a correção pode ser sobrescrita depois da conferência, e o lote seguinte mostra o mesmo problema. A medida também cobre apenas as correções conhecidas: erro que ninguém registrou não entra no lote.
Lote pequeno produz proporção instável. Um ou dois casos alteram o resultado, e a leitura do número precisa considerar o tamanho da amostra. Além disso, a medição não substitui a validação na entrada; ela mostra o custo de não ter validado, não o elimina.
Recurso prático
Lote de auditoria de correções entre dois sistemas
- Lista de correções do período extraída do sistema de origem, com campo, valor anterior, valor novo, data e autor.
- Identificação do sistema onde a correção foi feita e do sistema que deveria recebê-la.
- Janela de conferência acordada entre as áreas donas dos dois sistemas.
- Conferência por campo no destino, na data da janela, com registro do valor encontrado.
- Classificação de cada correção: chegou no prazo, chegou fora do prazo, não chegou ou voltou ao valor anterior.
- Responsável nomeado para tratar as correções que não chegaram, com prazo de retorno.
- Registro do tamanho do lote e do critério de seleção, para que a leitura do número não seja feita fora de contexto.
O ponto mais ignorado é o retorno ao valor anterior: a correção chegou, foi conferida e depois sobrescrita por outra rotina. Sem uma segunda conferência, o lote registra sucesso onde houve perda.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: lote de correções · prazo de propagação · registro de auditoria · cadastro mestre · divergência residual. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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