Resposta direta
Cliente duplicado entre áreas se corrige com três decisões tomadas em conjunto: qual campo pertence a qual área, qual cadastro é a origem de referência e quem responde pela consolidação. Sem isso, cada área segue criando registros pela própria lógica e a duplicidade volta a aparecer em pouco tempo. A implementação começa pela definição de dono por campo, segue com a regra de criação e termina na consolidação dos registros existentes, nesta ordem. Trocar a ordem faz a equipe consolidar duas vezes.
- Objetivo
- Orientar implementação
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a duplicidade como decisão de responsabilidade e de origem por campo, não como tarefa pontual de limpeza de base.
Decisões que precisam existir antes de mexer nos registros
A correção depende de duas definições anteriores: qual área é dona da criação do cadastro e qual campo cada área pode alterar. Sem essas definições, a consolidação escolhe um registro principal por conveniência, e a decisão é refeita na próxima divergência.
Vale separar o que é dado do cliente do que é dado da relação com a área, como condição comercial e limite de crédito. O cadastro único guarda o primeiro; o segundo pertence ao processo de cada área e muda por regra própria.
Onde a duplicidade volta a nascer
A maior parte dos duplicados não vem do sistema antigo, e sim da criação em paralelo: duas áreas atendem o mesmo cliente no mesmo dia e cada uma abre um registro. A regra precisa dizer o que a segunda área faz ao encontrar um cadastro existente.
O mesmo ocorre nas importações e nas entradas automáticas que gravam sem consultar a base antes. Definir essa consulta é parte da implementação, não uma etapa posterior.
O que a correção não resolve
Consolidar cadastros não corrige divergência de número entre áreas nem falha de sincronização. Se o mesmo cliente aparece com saldo diferente no financeiro e no comercial, o problema está no cálculo ou na origem do dado, e não na duplicidade.
Também não elimina a duplicidade futura se a regra de criação não for aplicada na entrada. E não devolve histórico apagado antes da consolidação; nesse caso, o que existe é uma lacuna, não um dado a recuperar.
Recurso prático
Campo, responsabilidade e regra de criação
| Campo ou decisão | O que definir na implementação |
|---|---|
| Identificação do cliente | Definir qual combinação de dados separa duas pessoas com o mesmo nome, aceitando que nenhuma combinação resolve todos os casos. |
| Área dona de cada campo | Atribuir um responsável por campo, como documento, endereço, contato e condição comercial, e registrar essa decisão por escrito. |
| Momento de criação | Definir em qual área o cadastro nasce e quais áreas apenas consultam ou complementam, sem abrir registro novo. |
| Consolidação do existente | Definir o critério de escolha do registro principal e o que fazer com histórico e vínculos das áreas no registro descartado. |
O ponto mais ignorado é o cadastro criado pela área que não é dona da criação; sem regra para esse caso, a consolidação volta a ser necessária em pouco tempo.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: dono do campo · cadastro de origem · chave de identificação · regra de criação · consolidação de registros. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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