Resposta direta
A medição começa por onde o campo é consumido, não por quantas vezes foi preenchido. Preenchimento obrigatório mede obediência à tela; uso mede se o dado muda alguma decisão, entra em relatório, dispara processo ou é consultado depois. Três indicadores bastam para começar: taxa de preenchimento com valor padrão repetido, consultas ao campo em telas e relatórios, e quantos processos internos dependem dele. Campo sem consumo em nenhum desses pontos é candidato a voltar para opcional. O critério é uso observado, não a intenção que justificou a criação.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata um campo isolado como objeto de medição, com sinais de uso e contorno, em vez de discutir o conjunto da integração ou do cadastro.
O que separa preenchimento de uso
Preenchimento obrigatório prova que a tela foi salva. Uso prova que o dado voltou a circular. São coisas diferentes e costumam ser confundidas porque o mesmo campo aparece nos dois casos.
O teste prático é rastrear o campo depois do cadastro. Ele aparece em relatório, filtro, alerta, cálculo de margem, conferência de contrato ou fila de trabalho. Se não aparece em nenhum ponto, o dado entrou no sistema e parou ali.
Sinais de que o campo virou peso morto
Três sinais aparecem antes de qualquer análise. Valor padrão repetido em quase todos os registros. Planilha paralela com a mesma informação. Campo de observação usado para corrigir o que o campo obrigatório não captura.
Há também o contorno pelo texto livre. Quando o time descreve no campo de observação o que deveria estar estruturado, o campo obrigatório perdeu função, mesmo com preenchimento alto. Contorno é uso aparente, não uso real.
O que a medição não decide
Medir uso mostra desuso; não mostra motivo. Campo pouco consultado pode existir por exigência regulatória, contrato, auditoria ou evento raro, e nesses casos remover é decisão jurídica ou de risco, não de conveniência.
A medição também depende da janela de observação. Um campo usado uma vez por trimestre parece morto em recorte curto. O período precisa cobrir o ciclo completo do processo, e a decisão de remover ou tornar opcional continua sendo de quem responde pelo processo.
Recurso prático
Sinais de uso e de abandono de um campo obrigatório
| Sinal observado | O que indica | Como conferir |
|---|---|---|
| Campo preenchido quase sempre com o mesmo valor | Preenchimento por hábito ou valor padrão, não por informação | Distribuição de valores distintos no período |
| Nenhuma consulta ao campo depois do cadastro | O dado não retorna para nenhuma decisão | Logs de consulta e filtros de relatório que usam o campo |
| Time mantém planilha paralela com a mesma informação | O campo existe no sistema, mas o processo não confia nele | Comparação entre o que a planilha guarda e o que o campo recebe |
| Alteração do campo não muda nenhuma rotina | Não há processo dependente; o campo é decorativo | Quem seria afetado se o campo fosse removido |
O erro mais comum é medir uso pela obrigatoriedade. Campo obrigatório se parece usado porque está sempre preenchido; o que separa uso de obediência é o que acontece com o dado depois que a tela é salva.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: campo obrigatório · valor padrão repetido · log de consulta · processo que consome o dado · dicionário de dados. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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