Resposta direta
Sem política escrita, o caminho é registrar antes de proibir ou liberar. Cada área anota onde a IA entrou: qual tarefa, qual dado foi usado, quem responde pela saída e quem revisa. Esse inventário, mesmo incompleto, mostra onde o risco está concentrado e onde não há risco relevante. A política vem depois, escrita a partir do que já existe na operação, e não de um modelo genérico. Enquanto ela não vem, o registro sustenta a decisão e evita duas respostas ruins: liberar tudo por omissão ou bloquear tudo por precaução.
- Objetivo
- Organizar um processo
- Formato indicado
- Workshop executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata o registro operacional como substituto temporário da política, e não como etapa de conscientização.
O inventário que cabe numa planilha
O primeiro artefato não é um documento de política. É uma planilha com uma linha por uso real e cinco colunas: tarefa, área, dado de entrada, responsável e forma de revisão. Se a área não sabe preencher, é sinal de que o uso não está descrito nem internamente.
A planilha é preenchida por quem executa a tarefa, com revisão de quem responde pela área. O objetivo é visibilidade, não autorização. Usos sem risco aparente também entram, porque a ausência deles no registro é o que costuma travar a primeira conversa sobre regra.
Responsável por uso, não comitê
Cada uso precisa de um nome. Comitê decide regra geral, mas não acompanha se a saída de uma tarefa específica está correta. Sem nome, o erro aparece tarde e a discussão vira sobre ferramenta em vez de sobre processo.
A revisão tem forma definida: quem lê a saída, com que frequência e o que fazer quando o resultado está errado. Quando esse critério não existe, a área tende a usar a saída sem filtro ou a abandonar a tarefa por insegurança.
O responsável também é quem pede mudança de escopo. Quando a tarefa cresce e passa a usar outro dado, o registro é atualizado antes, não depois.
O que o registro não resolve
Registro não substitui decisão jurídica nem avaliação de contrato. Ele mostra onde há dado sensível e onde há exposição, mas não conclui sobre legalidade. Essa conclusão depende de quem tem essa atribuição.
Registro também não impede uso indevido. Ele cria rastro e responsabilidade, o que muda o comportamento em parte dos casos, e não em todos. Uso fora do registro continua possível, sobretudo em dispositivos pessoais.
Por fim, registro não é política. Ele organiza a conversa e dá base para escrever uma. Sem decisão da direção em algum momento, o inventário acumula linhas e a regra continua ausente.
Recurso prático
O que entra no registro antes da política
| Ponto de registro | O que precisa estar escrito |
|---|---|
| Tarefa e frequência | o que a IA faz, com que dado entra e com que frequência isso acontece |
| Dado de entrada | se o conteúdo é interno, de cliente ou público, e se há restrição contratual |
| Saída e revisão | quem lê o resultado antes do uso e o que acontece quando a saída está errada |
| Responsável | uma pessoa nomeada por uso, não uma área ou um comitê |
O erro mais comum é registrar a ferramenta e não a tarefa. Ferramenta muda de nome e de versão; a tarefa e o dado permanecem. Registro por ferramenta envelhece em semanas.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: inventário de uso de IA · dado de entrada · responsável por uso · critério de revisão · política interna. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Workshop executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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