Resposta direta
Mede-se por três contas: quanto do processo para se o fornecedor ficar indisponível, quanto custa portar prompts, conjunto de teste e integrações para outro modelo, e quanto poder de negociação existe hoje. O indicador útil não é o número de fornecedores, e sim a parcela de fluxos críticos que só funciona em um deles. Registrar isso em uma planilha simples, revisada a cada contrato, já mostra onde a concentração passou do que a operação aceita.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Workshop executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a dependência como número a acompanhar por contrato, não como risco a ser apenas citado.
Onde a dependência aparece no processo
A dependência não está no cadastro de fornecedores. Está em cada ponto do fluxo que chama o modelo: classificação de chamados, resumo de contrato, apoio à resposta comercial. O levantamento começa mapeando esses pontos e o que cada um faz quando a chamada falha.
Vale separar o que só funciona com um modelo específico do que aceita qualquer um com qualidade suficiente. A segunda lista costuma ser maior do que parece, e é ela que define o espaço real de troca.
Do levantamento ao indicador
O indicador mais direto é a parcela de fluxos críticos atendida por um único fornecedor. Ela sobe quando um novo caso de uso nasce já acoplado ao mesmo modelo, e desce quando parte da carga passa a rodar em alternativa testada.
Acompanhar isso a cada trimestre, junto do contrato vigente, evita que a decisão de troca apareça apenas quando o preço muda ou o limite aperta. O registro precisa de dono definido, não de relatório automático.
O que a medição não resolve
Medir não reduz a dependência nem confirma que a troca vai funcionar. O número aponta onde a concentração é maior e qual seria o custo de sair, nada além disso. Também não antecipa mudança de preço, de limite ou de descontinuação por parte do fornecedor.
Há casos em que a dependência é aceitável: fluxos de baixo volume, uso interno sem prazo crítico ou modelo cuja substituição não altera a saída. Nesses casos, o registro serve para justificar a escolha, não para forçar uma segunda rota.
Recurso prático
O que registrar por fornecedor de modelo
| Dimensão | O que registrar |
|---|---|
| Fluxos críticos | quais processos param se o fornecedor ficar indisponível e quanto tempo de parada a operação tolera |
| Custo de troca | esforço para portar prompts, conjunto de teste e integrações para outro modelo |
| Contrato | limite de uso, regra de reajuste, aviso de descontinuação e prazo de encerramento |
O erro comum é contar fornecedores em vez de fluxos. Duas rotas apontando para o mesmo fornecedor não reduzem a dependência.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: ponto único de falha · custo de portabilidade · contrato de API · conjunto de teste de saída · concentração de fornecedor. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Workshop executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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